[RESENHA] A casa das marés


Boa tarde Divagadores, como tem passado? Olha quanto tempo que não apareço, isso não é nenhuma novidade, mas espero fortemente que não desistam de mim. Depois de meses olha eu aqui de novo para falar de mais um livro da Jojo Moyes e acho que a essa altura do campeonato vocês já devem estar cansados dela, mas juro que essa é a penultima resenha que solto de livro dela... Esse ano. Em breve estarei aqui para falar do lançamento mais recente dela, mas vamos parar de falar e vamos logo ao que interessa. Sigam-me os bons.

Começo a minha resenha dizendo que a narrativa deste livro da Jojo segue uma das coisas que eu mais amo, e todo mundo está cansado de saber, que é narrar a história em momentos distintos até que tudo se conecte. Desta forma o livro acaba sendo narrado em três momentos. 

Na primeira parte do livro vemos a narração da vida de Lottie e Célia, duas amigas que foram criadas juntas na década de 50, na cidade de Merham. Nesta época elas conhecem uma família excêntrica e cheia de pecualiaridades que se muda para a Casa Arcádia. Nesta parte da história a narrativa é muito fluída, somos apresentadas a Lottie, Célia e aos demais personagens, nos apegamos, vemos seus sonhos e a forma como as duas vão amadurecendo com o passar da história e nos vemos presas as suas angústias e medos.

Tenho que confessar que a segunda parte do livro não foi tão gostosa e fluída quanto eu imaginei que fosse. Aqui damos um salto para o tempo presente e conhecemos Daisy, que juntamente com sua filha pequena foi abandonada pelo marido e vai trabalhar na restauração da Casa Arcádia. Daisy passa por uma série de dilemas e conflitos internos, precisa aprender a amadurecer e se impor e evoluí bastante, no entanto até ela encontrar o crescimento a narrativa por vezes acaba não prendendo a atenção com toda maestria que o livro tinha no começo.

Uma coisa que a segunda parte do livro fez foi me deixar completamente curiosa sobre o que havia acontecido com Lottie e os demais personagens. Eu ficava o tempo todo tentando descobrir o que iria conectar Daisy a todo o resto da história além do restauro da casa e tomei foi um susto ao perceber que a conexão com o passado estava embaixo do meu nariz o tempo todo. Vou ser sincera, me sinto obrigada a reler o livro mais uma vez pra ter certeza que eu não deixei passar algum detalhe muito importante.

Na terceira parte, agora com tudo conectado temos Lottie de volta a história, recontando fatos que aconteceram entre começo do livro e os dias atuais, vemos as suas lutas, suas mágoas, suas dores e até mesmo o remorso envolto em alguns  personagens do seu passado que não conseguem simplesmente de desapegar de tudo o que aconteceu e seguir em frente. 

Lottie se mostra uma pessoa muito importante para ajudar Daisy em seu crescimento, mas no fim das contas ela também acaba tendo que lutar contra suas próprias dores, suas escolhas erradas e até mesmo seus fantasmas do passado que a impedem de viver plenamente até o dia em que ela finalmente tem o reencontro com o amor de sua vida e devo dizer que o resultado deste reencontro é surpreente e o final do livro acabou sendo algo completamente inesperado para mim. Ora, vou ser sincera, eu simplesmente amo livros com finais inesperados.

Então é isso Divagadores, vou ficando por aqui. Beijinhos e até a próxima.

Autor: Jojo Moyes | Editora: Intrínseca | Páginas: 384| Ano: 2017


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