[RESENHA] Mister


Boa tarde Divagadores, como estão. Olha eu aqui em mais um final de mês vindo trazer mais uma resenha pra vocês, quem me conhece sabe o que eu penso da E. L. James, então vamos a está resenha que não vai apenas falar do livro, mas de toda a experiência que rolou até ele chegar em minhas mãos, a minha leitura e algumas teorias da conspiração. Vem comigo meu povo.

Eu sou super adepta a ideia de que, para criticar algo eu preciso conhecer, então, antes de falar que o novo livro da E. L. James seria um novo Cinquenta Tons de Cinza, coisa que a sua sinopse deu impressão, eu teria que ler. Dado ao oceano que separava Christian de Maxim eu imaginava que haveriam apenas semelhanças de enredo, mas no dia em que a Intrínseca soltou em seus stories no Instagram uma "conversa" do Christian com uma mulher onde ele citava o primo Maxim eu logo me corri para fazer minhas pesquisas e descobri que o sobrenome de Maxim era o nome do meio de Christian.

Isso já me deixou com um pouco de pé atrás, eu queria ver personagens novos, coisas novas e acabei encontrando um ponto de ligação. Nesse momento eu preparei meu psicológico para o encontro destes dois personagens, mas pelo menos, por hora, a única ligação entre os dois personagens foi o sobrenome. Como eu disse, por hora, porque o livro pode muito bem ter uma continuação e acabar rolando um encontro de casais.

Passado o "susto" então vamos a leitura. A principio eu tive uma pontada de esperança. O livo é narrado tanto pelo ponto de vista do Maxim, com a narrativa em primeira pessoa, quanto pelo ponto de vista da Alessia que é narrado em terceira pessoa. E eis que as surpresas boas acabam por ai. 

A boa impressão que eu tinha tido quando  li um único capítulo de Grey que veio anexado em Cinquenta Tons de Liberdade foi pelo ralo quando li o livro todo e adivinha. Ver o Maxim narrando é como me ver diante do Christian Grey de novo. Basicamente eu estava com o mesmo personagem, com novas roupagens na mão, mas não vou entrar em detalhes agora sobre os personagens, espere um pouco que ainda vou terminar de falar da narração. 

O modo como a autora trabalhou com a narração do ponto de vista de Alessia pra mim foi surpreendente, fiquei bem impressionada com a narrativa em terceira pessoa e com a forma com a qual a E. L. James conseguia desenvolver os personagens muito melhor. Sinceramente eu acho que ela deveria investir em começar a narrar seus livros desta forma, pois com este tipo de narrativa ela prendia muito mais a minha atenção.

Agora, voltando ao Maxim e a Alessia, infelizmente não me resta muito a fazer a não ser lamentar que a composição dos personagens foi extremamente fraca. Basicamente podemos dizer que Christian e Anastasia foram reimaginados, trocaram algumas características entre si e nada mais. 

É triste ver que uma escritora, depois de tantos anos não conseguiu pensar em uma forma melhor de dar vida para outros personagens, criar coisas novas e se livrar dos personagens que a marcaram e fizeram sucesso. Não houve ousadia, tenho a grande impressão de que sequer ouve a tentativa de sair de uma zona de conforto onde o sucesso estava garantido.


Quanto a história, os fãs da escritora que me perdoem, mas infelizmente o enredo parecia seguir uma bela receitinha de bolo, onde os fatos não foram iguais, mas a forma como o enredo se desenvolvia era exatamente igual. Pra você ter uma ideia Maxim tem um quarto "proibido" que me fez revirar os olhos já imaginando que lá viriam mais cenas de sexo pseudo BDSM, mas graças aos bons Deuses da literatura este quarto tinha um objetivo muito diferente.

Eu só não digo que este livro me decepcionou porque dado ao que eu já conhecia da E. L. James eu apenas dei meu voto de confiança que depois de anos ela iria inovar, mas no fim das contas acabou ficando tudo no mais do mesmo e passados os três primeiros capítulos o livro já não me chamava mais a atenção e eu fiquei com a enorme sensação de que ele não teria nada melhor à oferecer.

É isso ai Divagadores, vou ficando por aqui.

Beijinhos e até a próxima.

Autor: E. L. James | Editora: Intrínseca | Páginas: 432 | Ano: 2019


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