[RESENHA] A Guerra Não Tem Rosto De Mulher


Boa tarde Divagadores, olha a semana começando e vamos que vamos começar a semana falando com mais uma resenha. Hoje trago, super atrasada, a resenha do livro que foi o meu favorito de 2018 e que me trouxe um apanhado de emoções que parecia que não teria fim. Curioso para saber mais sobre esse livro? Então sigam-me os bons.

Este é mais um dos livros que veio parar na minha mão por indicação de alguém, assim como muitos. Lembro-me que quando a pessoa que me emprestou comentou sobre ele meus olhos brilharam pelo simples fato de ver um fato tão grande da nossa história estar sendo narrado pela perspectiva de mulheres.

Quando peguei o livro nas mãos me veio o primeiro susto: a grande quantidade de corajosas mulheres que foram lutar na Segunda Guerra Mundial e eu sequer fazia ideia disso.

Estamos acostumados a relatos do ponto de vista masculino onde a honra, glória e amor a pátria estão acima de tudo, mas o que eu deveria esperar do relato do ponto de vista das mulheres? Por incrível que pareça, apesar da imensa bravura de diversas mulheres, quando se trata de falar nos tempos em que elas passaram na guerra muitas pessoas enxergam sua luta como uma grande vergonha.

Muitos vão dizer que no período da Segunda Guerra nós vivíamos em uma sociedade completamente machista, mas será que os tempos realmente mudaram? Em muitos dos relatos que a autora recolheu estas bravas mulheres tem vergonha de falar sobre sua luta até os dias de hoje com medo de serem julgadas e condenadas. 

Estamos acostumados ao fato que tudo na guerra é algo masculino, mas elas estavam lá e saber sobre os horrores da guerra de um ponto de vista feminino nos inunda o coração de tal forma que fica praticamente impossível não se comover. Eu sinceramente perdi as contas de quantas as vezes eu tive que interromper a leitura porque me entregava ao choro ao ver o quão sofrida foi a luta dessas mulheres, não apenas uma luta armada, mas também uma grande luta contra os preconceitos que existam dentro do front.

Apesar de toda dor, apesar de todo sofrimento, sabe o que há de lindo em ler um relato todo feito do ponto de vista feminino? Sabe que ainda havia humanidade e não um poço de frieza como em uma porção de relatos masculinos que vemos por ai. A guerra foi dura, mas era bonito de se deparar com um relato não de dor, mas de humanidade quando as mulheres falavam de pequenos detalhes que as preocupavam ou as enchiam o peito de alegria.

Você é aquele tipo de pessoa que pensa que o papel das mulheres na guerras se limita a enfermeiras de sainha branca e cabelo perfeitamente alinhado em meio ao campo de batalha? Pois bem, comece a desconstruir está ideia agora mesmo, a verdade não é como os filmes de Hollywood e ela é mil vezes mais dolorosas. Comece a imaginar mulheres no meio do campo de batalha, com o coração em uma mão e uma arma em outra, pois está é a verdadeira realidade de um tempo tão cruel.

Vamos expandir nossas mentes e começar a olhar um grande marco histórico por outros pontos de vista, para que quem sabe um dia as valorosas heroínas que lutaram na Segunda Guerra sejam reconhecidas por seu grande valor.

Olha, se eu pudesse passaria horas e mais horas falando sobre este livro, mas vou ficando por aqui e muito em breve trarei alguns trechos para que vocês possam apreciar... Aliás, são tantos trechos marcantes que acho que não conseguirei fazer uma única postagem para trazer aqui. 

De qualquer modo, nos vemos breve.

Beijinhos e até a próxima.


Autor: Svetlana Aleksiévitch | Editora: Companhia das Letras | Páginas: 392 | Ano: 2016

Comente com o Facebook:

Nenhum comentário ♥

Postar um comentário