[ESPECIAL] A Menina que Roubava Livros #2


Oi pessoal. Voltei para dar continuidade à serie de posts dedicados ao livro A menina que roubava livros. No post de hoje, falarei um pouco sobre como foi a adaptação do livro para o cinema. Então, sem mais enrolação, vamos direto ao ponto.

É sempre uma alegria ver um livro que gostamos ganhar a possibilidade de ser adaptado para um filme, ao mesmo tempo que vem aquela apreensão, com o medo de que uma experiência tão marcante se perca em uma adaptação sem profundidade. Felizmente, A menina que roubava livros conseguiu fugir dos problemas e ganhou uma adaptação de qualidade.

Sophie Nélisse, como Liesel Meminger

O filme busca, o quanto possível, ser extremamente fiel ao livro. Nenhum personagem é descaracterizado. A escalação do elenco foi precisa e os atores fizeram um grande trabalho. Começando por Liesel Meminger, a protagonista, interpretada por Sophie Nélisse. É impossível pensar em outra atriz para o papel, sinceramente. Sophie faz um trabalho incrível, levando para as telas a força, coragem e doçura de Liesel; Geoffrey Rush também tem atuação de destaque, intepretando Hans Hubermann, pai adotivo de Liesel. O amor que o personagem sente pela filha, que ele acolheu após a morte da mãe da mesma, transborda da tela, assim como das páginas. A influência dele no amor da protagonista pelos livros está ali, sempre presente; Emily Watson é impressionante e dominante em seu papel como Rosa Hubermann, mãe adotiva de Liesel. A personagem, severa, que aos poucos vai se mostrando alguém de grande coração, é sem dúvidas um dos grandes destaques entre os personagens; Nico Liersch faz Rudy Steiner, melhor amigo da protagonista. A química entre a dupla de crianças também fica clara, com uma amizade que vai sendo moldada aos poucos. 

Sophie Nélisse e Nico Liersch, como Liesel Meminger e Rudy Steiner

Em relação acontecimentos, o filme também não deixa a desejar. Claro que, considerando que é um filme de duas horas para adaptar um livro repleto de nuances e momentos marcantes, é de se esperar que alguns momentos fiquem de fora. A relação de Liesel e Max Vandenburg, filho de um amigo de Hans, apesar de bem adaptada para as telas, deixa um pouco a desejar em relação aos livros. A própria presença de Max no filme é menos justificada que no livro, onde o personagem tem um grande peso para a narrativa. O mesmo caso da mulher do prefeito, Ilsa Hermann, de quem Liesel rouba e passa a pegar emprestados alguns livros.

Ben Schnetzer e Sophie Nélisse, como Max Vandenburg e Liesel Meminger

Momentos marcantes, como a admiração de Rudy pelo velocista Jesse Owens, ou então Liesel aprendendo a ler, estão lá, assim como muitos outros. Em resumo, é uma adaptação fiel, que, apesar de deixar coisas de fora, transmite perfeitamente a essência de seus personagens. Um filme que conseguiu emocionar tanto quanto o livro.

Liesel Meminger, A menina que roubava livros



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