[RESENHA] A Bibliotecária de Auschwitz


Autor: Antonio G. Iturbe
Editora: Agir
Páginas: 366
Ano: 2014
Classificação: 5/5
Muitas histórias do horror e sofrimento testemunhados dentro dos campos de concentração nazistas são contadas e recontadas, já estão gravadas e arquivadas. É difícil, nesses relatos, encontrar atos de esperança e força diante de todo o mal registrado durante o Holocausto. 'A Bibliotecária de Auschwitz' é um livro diferente. É uma história verdadeira e cheia de detalhes a respeito de um professor judeu, Fredy Hirsh, que criou uma escola secreta dentro do bloco 31, no campo de concentração de Auschwitz, dedicando-se a lecionar para cerca de 500 crianças. Criou também uma biblioteca de poucos volumes com a ajuda de Dita Dorachova, uma menina judia de 14 anos que se arriscava para manter viva a esperança trazida pelo conhecimento e escondia os livros embaixo do vestido. É um registro de uma época sofrida da História, mas que também mostra a coragem de pessoas que não se renderam ao terror e se mantiveram firmes usando os livros como 'arma'.

Bom dia Divagadores, como tem passado?  Olha eu aqui voltando para trazer mais uma resenha e milagrosamente até que não demorei tanto, não é mesmo? Então vamos por as mãos à obra antes que eu tenha que parar com tudo aqui e acabe esquecendo o que tenho que fazer, porque ultimamente ando desse jeito.

Como eu havia dito na resenha de Mulheres sem nome quando eu li O diário de Anne Frank acabei não tendo toda a minha curiosidade sanada sobre o que aconteceu no tempo de Hitler, então estou em busca de vários livros que possam me dar mais informações sobre fatos da Segunda Guerra Mundial e foi desta maneira que este livro veio parar em minhas mãos. Esse é mais um dos livros que eu li tem um tempinho e não poderia deixar de comentar com vocês sobre ele.

Não me peçam para resumir este livro em uma única palavra porque para mim isto seria uma missão completamente impossível. Baseado na história real de uma garota que viveu em Auschwitz dos nove aos dezessete anos e que aos quatorze anos recebeu a responsabilidade de tomar conta dos poucos livros que o bloco escolar tinha já que livros eram proibidos ali por ser considerados pelos alemães uma grande ameaça. 


A princípio você pode imaginar que o livro vai ser algo completamente parado e focado apenas em como Dita vai dar conta de tamanha responsabilidade, mas ai é que você se engana. Escrito com uma narrativa muito fluída e que te deixa com vontade de devorar as páginas em busca de informação este livro traz relatos de diversas atividades dentro do campo de concentração e do dia-a-dia dos presos em uma grande luta por sua sobrevivência.

É praticamente impossível não deixar se envolver pelo relato que Antonio G. Iturbe faz com muito cuidado de toda rotina de sofrimento que era imposta num dos campos de concentração mais conhecidos na história. Ler este livro para mim foi trazer a tona um misto de emoções: havia horas em que eu não conseguia conter o choro, outras horas em que eu morria de raiva e também momentos em que eu não me conformava ao ver o quanto o ser humano pode ser tão cruel com o seu semelhante.

O que me deixou mais impressionada neste livro foi ver que apesar de todas as atrocidades que eram cometidas com os prisioneiros muitos deles não se conformavam em levar a vida apenas de forma dura, eles erguiam a cabeça e iam a luta, conseguindo a sua maneira aliviar as dores do sofrimento ou ir a luta contra o regime que os oprimiam da maneira que conseguiam fazer.


Este é um livro que entrou facilmente para a minha lista de favoritos e que recomendo fortemente que seja lido. Com certeza ele pode deixar muitas lições para cada um de nós. Ah, já estava me esquecendo, no final do livro o autor conta sobre a viagem que fez para conhecer e conversar com Dita e esta parte também é completamente emocionante e nos faz parar e refletir muito sobre nossa própria vida.

Vou ficando por aqui, beijinhos e até a próxima.

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