[Resenha] Mulheres sem nome

Autor: Martha Hall Kelly
Editora: Intrínseca
Páginas: 496
Ano: 2017
Classificação: 5/5
A socialite nova-iorquina Caroline Ferriday está sobrecarregada de trabalho no Consulado da França, em função da iminência da guerra. O ano é 1939 e o Exército de Hitler acaba de invadir a Polônia, onde Kasia Kuzmerick vai deixando para trás a tranquilidade da infância conforme se envolve cada vez mais com o movimento de resistência de seu país. Distante das duas, a ambiciosa Herta Oberheuser tem a oportunidade de se libertar de uma vida desoladora e abraçar o sonho de se tornar médica cirurgiã, a serviço da Alemanha. Três mulheres cujas trajetórias se cruzam quando o impensável acontece: Kasia é capturada e levada para o campo de concentração feminino de Ravensbrück, onde Herta agora exerce sua controversa medicina. Uma história que atravessa continentes — dos Estados Unidos à França, da Alemanha à Polônia — enquanto Caroline e Kasia persistem no sonho de tornar o mundo um lugar melhor. Costurado por fatos históricos e personagens femininas poderosas, Mulheres Sem Nome é um romance extraordinário sobre a luta anônima por amor e liberdade. Um livro inspirador, que encanta e comove até a última página.

 Bom dia Divagadores, com tem passado? Depois de um tempinho olha eu aqui para trazer mais uma resenha e olha, dessa vez eu nem demorei tanto... Opa, espero que este seja um sinal que o ano vai ser produtivo. Hoje venho falar de mais um livro que recebi da nossa querida parceira, a Intrínseca, e gente... Quanta emoção.

Vou começar dizendo que há alguns anos eu li O Diário de Anne Frank e acabei me decepcionando. Não que o livro fosse ruim, mas sabe quando falam tanto dele que você acaba criando expectativas e quando vai ler não é nada daquilo que descreveu na sua mente? O que aconteceu foi que eu esperava um relato que me contasse melhor o que aconteceu nos tempos da guerra e como o relato de Anne eu não consegui absorver muita coisa sobre aquela época. Agora Mulheres Sem Nome, olha este livro consegui matar toda a sede que eu tinha. 


Logo que eu li a sinopse do livro no meio da lista de lançamentos da Intrínseca eu já me interessei e não pensei duas vezes em fazer o pedido e sabe quando você precisa de poucas páginas para perceber que não vai se arrepender da leitura? Pois bem, foi isso o que aconteceu comigo.

O livro segue um estilo de narração que eu gosto muito, que é mostrar o ponto de vista de diferentes personagens: Caroline Ferriday, uma americana que trabalha no consulado francês, Kasia Kuzmerick uma polonesa que vai para o campo de concentração feminino de Ravensbrück e Herta Oberheuser que tem a chance de prestar serviço para o governo alemão indo trabalhar em Ravensbrück. A junção destas três personagens nos da ponto de vistas distintos sobre a guerra de um modo que recebemos melhor as informações e conseguimos entender melhor o que aconteceu naquela época e como cada tipo de pessoa envolvida com a guerra se sentiu em relação a ela.


Eu já sabia que a autora tinha se baseado em fatos reais para escrever o livro e que tinha feito longa pesquisa para tal, mas apenas quando cheguei nas notas da autora no final do mesmo que eu soube que tanto Carolina quanto Herta são pessoas que realmente existiram e que com a ajuda de documentos destas duas mulheres foi que Martha construiu esta bela e comovente história.

Sim, o livro foi muito emocionante, me peguei chorando em diversos momentos e quando li as últimas páginas eu já não estava conseguindo enxergar direito de tantas lágrimas que escorriam pelo meu rosto. 

Este livro é uma sem sombra de dúvidas um grande trabalho que conta a história através de um romance muito bem escrito.

Vou ficando por aqui Divagadores, beijinhos e até a próxima.


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