[RESENHA] A Garota no Trem

Autor: Paula Hawkins
Editora: Record
Páginas: 378
Ano: 2015
Classificação: 5/5
Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”.

Boa tarde Divagadores, olha eu aqui aparecendo para fazer a minha primeira resenha do ano... O que eu espero que seja a primeira de muitas, porque esse ano eu coloquei uma meta e pretendo cumprir com ela direitinho. E para começar o ano olha eu aqui com mais um thriller psicológico porque, sim, eu realmente estou apaixonada por isso. Então chega de conversa e vamos ao que interessa.

Eu simplesmente amei esse livro, mas antes que me perguntem, não, eu ainda não assisti o filme, a correria foi tanta que só fui arrastando e protelando e até agora não parei para assistir, mas ele esta na minha lista de filmes para 2018 e espero realmente assistir, porque o livro é realmente muito bom e se o roteiro foi bem trabalhado certamente o filme não vai ficar para trás.


Tenho que começar dizendo que o livro segue um estilo de narrativa que eu gosto muito, que é focado em mais de um personagem. Aqui temos no ponto de vista de três personagens: Rachel, que é a protagonista, Megan, que é a mulher que Rachel costuma observar pela janela do trem e Anna, que é casada com o ex marido de Rachel. A combinação do ponto de vista destas três pessoas simplesmente consegue deixar o clima de suspense no auge praticamente o tempo todo.

Uma coisa que gostei muito na Rachel é que ela é uma daquelas protagonistas atípicas, afinal de contas ela ainda não superou o divórcio, esta desempregada, mora com uma amiga e tem sérios problemas com alcoolismo, o que faz com que você presencie os lapsos de memória dela de modo que cada um deles aumente ainda mais o mistério da trama.


Além de três pessoas narrando ainda temos a diferença no tempo de narração, enquanto Rachel e Anna narram falando do presente podemos ver o que aconteceu no passado com Megan e essa é outra coisa que acredito que deixe o livro ainda mais interessante e cheio de mistérios.

Apesar de tantos pontos diferentes na narração a história foi escrita de uma maneira tão boa que foi quase impossível descobrir quem estava por trás do desaparecimento de Megan, fui me tocar pouco antes da revelação e o livro deixou bem marcante o fato de que nem sempre as pessoas são o que elas aparentam ser e que nem sempre as conhecemos muito bem. Para quem gosta de thrillers psicológicos este é mais um excelente livro que tem que estar em sua lista.

Vou ficando por aqui Divagadores, beijinhos e até a próxima.

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