[ESPECIAL] Semana Tartarugas até la Embaixo #2



Oi pessoal, voltei com o segundo post da semana especial sobre dedicada ao novo livro do John Green, Tartarugas até lá Embaixo. Confiram:
Pouco se pode falar mal dos personagens desse novo do John. Eles são ótimos em praticamente todos os sentidos, principalmente durante as interações entre si, já que pouco podemos dizer deles sozinhos, uma vez que o livro é narrado em primeira pessoa, da visão da protagonista Aza. Sendo assim, nada mais justo do que começar falando exatamente dela.

Aza, como já dito na nossa resenha, ela tem TOC, Transtorno Obsessivo-Compulsivo e, por conta disso, ela passa por diversas situações desagradáveis. O foco principal do seu TOC é voltado para os germes. Por diversos momentos ela começa a pensar na presença deles em qualquer lugar, em qualquer ação e precisa, de alguma forma, ter certeza que aquilo não será capaz de matá-la. São em momentos assim que Aza, mesmo querendo fazer algo e sabendo que não terá nenhum problema com isso, cede à pressão do que vem da sua mente e tem algumas de suas crises. Ela é uma ótima protagonista e o trabalho que John Green faz com ela para apresentar o transtorno é excelente, digno de nota. É uma personagem ótima, mas que, em alguns momentos, pode fazer com que os amigos sintam que ela não dá tanto valor assim às amizades que tem, amigos que sabem pelo que ela passa, mas que também demoram a entender como as coisas acontecem dentro da cabeça  dela.  Até que John Green resolve escrever um dos melhores momentos do livro, "no escuro", para mostrar para Daisy, melhor amiga de Aza, um pouquinho do que é sentir o que ela sente acontecer dentro da cabeça dela.

Por falar em Daisy, a melhor personagem do livro, vamos com ela, que em alguns momentos acaba sendo deixada de lado pelo autor. Ela é a típica pessoa que não tem medo de falar o que pensa, mesmo que em algum momento ela possa correr o risco de perder uma amizade. Essa personalidade dela faz com que ela proporcione os momentos mais engraçados da obra e, em contraponto, um dos momentos mais dramáticos também. É difícil não se apegar a uma personagem que quer fazer as coisas da maneira mais desimpedida possível, mas que também depende de um apoio para sustentar as decisões que toma. Ela não é exatamente insegura, até porque passa bastante segurança no que ela quer, só, simplesmente, ela se sente completa quando tem alguém do lado dela, ou quando é reconhecida por algo, e isso, da maneira com que a personagem foi construída, é adorável. Parabéns John Green por ter conseguido escrever essa incrível personagem.

Há Davis, que também é um bom personagem, mas, por algum motivo, não parece ser capaz de arrebatar sozinho uma legião de fãs. Foi o pai dele quem desapareceu misteriosamente. É um filho que ficou sem a mãe muito cedo na vida, sente que o pai não é presente e não parece saber lidar com a responsabilidade de cuidar do irmão mais novo. É bastante pressão em cima de um único personagem, ainda mais sendo um adolescente. Fiquei com a sensação de que faltou algo para complementar o personagem, já que as poucas coisas que são acrescentadas às suas características não são capazes de fazer o personagem convencer completamente o leitor. Seus melhores momentos são, obviamente, quando está com Aza, onde acontecem alguns bons diálogos. Os dois acabam formando um casal interessante, mas que o autor desde o início faz questão de sugerir que é um casal que não está pronto ainda.

Ainda temos alguns outros poucos personagens, como a mãe de Aza e o amigo/namorado de Daisy, mas que tem algumas poucas pontas na trama e pouco recebem algum destaque. Então, é isso. Volto amanhã com mais um post para vocês. Até lá!

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