[RESENHA] A Profecia das Sombras

Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Páginas: 336
Ano: 2017
Classificação: 4,5/5
Não basta ter perdido os poderes divinos e ter sido enviado para a terra na forma de um adolescente espinhento, rechonchudo e desajeitado. Não basta ter sido humilhado e ter virado servo de uma semideusa maltrapilha e desbocada. Nããão. Para voltar ao Olimpo, Apolo terá que passar por algumas provações. A primeira já foi: livrar o oráculo do Bosque de Dodona das garras de Nero, um dos membros do triunvirato do mal que planeja destruir todos os oráculos existentes para controlar o futuro.
Em sua mais nova missão, o ex-deus do Sol, da música, da poesia e da paquera precisa localizar e libertar o próximo oráculo da lista: uma caverna assustadora que pode ajudar Apolo a recuperar sua divindade — isso se não matá-lo ou deixá-lo completamente louco.
Para piorar ainda mais a história, entra em cena um imperador romano fascinado por espetáculos cruéis e sanguinários, um vilão que até Nero teme e que Apolo conhece muito bem. Bem demais.
Nessa nova aventura eletrizante, hilária e recheada de péssimos haicais, o ex-imortal contará com a ajuda de Leo Valdez e de alguns aliados inesperados — alguns velhos conhecidos, outros nem tanto, mas todos com a mesma certeza: é impossível não amar Apolo.
Finalmente de volta, trazendo mais um livro do tio Rick para resenha, a continuação do primeiro livro da série “As Provações de Apolo”, “A Profecia das Sombras”.

O segundo livro da série, que dá continuidade aos eventos de “O Oráculo Oculto”, inicia quase que imediatamente ao fim do primeiro volume. Após Apolo [SPOILERS] conseguir libertar o Bosque de Dodona, um antigo oráculo da deusa mãe, a titã Reia, mãe de Zeus, da ameaça do Imperador Nero de destruí-lo, ele agora precisa ir atrás de descobrir o que fazer para cumprir a profecia que lhe foi dada no bosque, tanto para tentar recuperar sua divindade, quanto para impedir Nero e seus amigos de trazerem problemas ainda maiores para os Deuses e Semideuses.


Para evitar muitos spoilers sobre a continuação da trama e até do primeiro livro, tentarei ser o mais direto possível aqui. Começando pelos personagens. Uma coisa que falei na resenha de “O Oráculo Oculto” é que a história girava, essencialmente, ao redor de Apolo e Meg, deixando os demais personagens um pouco de lado, apesar de um participação mais intensa aqui e ali. Nesse livro, isso não acontece. Leo Valdez e Calipso, libertada por ele, são os companheiros de Apolo na viagem que eles tem que fazer, uma vez que Meg, devido a certos acontecimentos, demora um pouco a aparecer neste segundo volume.


Tenho que dizer que o trio é bastante dinâmico, divertido e fornece ao leitor ótimos momentos. Obviamente, a dinâmica entre Apolo e Meg ainda é melhor, ao menos para mim. Há algum tipo de conexão entre os dois, principalmente da parte dela, que parece ter um segredo ainda não revelado a seu respeito e sua importância nos acontecimentos que se desenrolam. Enquanto isso, os demais coadjuvantes conseguem ter uma importância bem maior comparada ao que foi no primeiro volume. Neste volume, a dinâmica entre os personagens parece alcançar um patamar de família.

Mais uma vez tenho que comentar o quanto Apolo amadurece. Mesmo sem deixar o narcisismo de lado - até quando sob ameaça - ele passa a notar que existem mais pessoas ao redor dele e se importar com elas. O ápice disso até agora, foi um acontecimento que envolve ele e Meg e dois outros personagens, próximo ao final desse segundo volume.


O humor, mais uma vez, está na medida. Apolo é extremamente carismático e Leo Valdez consegue também fazer sua parte neste quesito. E o final, ao contrário do outro, foi bem mais suave e deixa um bom gancho para o terceiro volume.

E é isso. Simplesmente adorei a leitura, que está mais que recomendada. Até a próxima.

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