[RESENHA] Batman: Arkham Knight

Autor: Marv Wolfman
Editora: DarkSide Books
Páginas: 272
Ano: 2016
Classificação: 3/5
Tudo começa um ano após a morte do Coringa. A cidade, que havia se transformado num hospício a céu aberto, finalmente volta à sua rotina normal. Mas é claro que a paz não pode ser duradoura em uma metrópole que esconde vilões como Charada, Pinguim, Hera Venenosa, Arlequina e Duas Caras.
Desta vez, quem inicia uma nova onda de terror é o insano Espantalho. Na noite do Dia das Bruxas, o vilão detona um ataque químico para demonstrar o poder de sua toxina do medo. Os infectados sofrem delírios terríveis e, em seu desespero, acabam matando uns aos outros. Quase 6 milhões de habitantes fogem às pressas. Mas um certo herói jamais deixaria sua cidade natal à mercê dos bandidos.
Olá pessoas! Hoje venho trazendo para vocês uma resenha rápida de um livro bem bacana. Confiram o que achei da leitura de “Batman: Arkham Knight”.


Primeiramente, a obra é uma adaptação literária do game que leva o mesmo título e que foi um sucesso a partir de seu lançamento, sendo considerado, inclusive, como um dos melhores jogos lançados nos últimos anos. Já dá pra perceber a responsabilidade que tal adaptação recebe ao levar para uma mídia diferente uma história que agradou milhões de outras pessoas nas telas de computadores e TV’s.

A história é praticamente a mesma. Após a morte do Coringa, começa em Gotham um breve período de paz, até que, pelas mãos do Espantalho, o terror volta a tomar conta da cidade, que parece nunca receber um descanso das mentes criminosas. O vilão, para demonstrar poder, inicia um ataque químico com uma substância que ele chama de Toxina do Medo, que faz com que aqueles que a inalem comecem a delirar e, ao invés de ver pessoas ao seu redor, começam a enxergar monstros terríveis, desencadeando assim uma onda de matança sem precedentes. Logo toda a cidade está imersa em caos. Boa parte da população se vê forçada a sair da cidade para não arriscar sua vida.


A partir daí entra em cena o famoso herói. Batman, acompanhado de diversos de seus famosos companheiros e ajudantes, sai em busca de livrar Gotham mais uma vez do mal. Pelo caminho, além do Espantalho, surgem outros vilões, como o misterioso “Arkham Knight” ou “Cavaleiro de Arkham”, que parece saber tudo e mais um pouco sobre o Morcego de Gotham e também, claro, Coringa, em circunstâncias que explico mais pra frente.

“Batman: Arkham Knight” é um livro bem interessante. No quesito adaptação, poucos elementos da aventura principal do herói no jogo ficam de fora, então podemos esperar uma certa fidelidade, ainda que uma ou outra coisa sejam um pouco diferentes.


A narrativa do autor é bem robótica e bastante presa, fica bastante claro que é quase uma transcrição do roteiro original do game. Ainda assim, em vários momentos é possível ver um aprofundamento um pouco mais na narrativa e nos personagens. O destaque, sem dúvidas, vai para o protagonista, sua busca por manter Gotham livre de ameaças, mas também completamente vulnerável. É aí que entra Coringa, que evidencia ainda mais essa vulnerabilidade. Logo no início da narrativa ficamos sabendo que o vilão havia injetado seu sangue em algumas pessoas, inclusive no próprio Batman, com o objetivo de “reviver” em um novo corpo.

Durante a narrativa vemos Batman prestes a sucumbir ao Coringa que corre por suas veias e que está muito perto de tomar controle total. Com tudo acontecendo dentro da mente do homem morcego, as melhores interações entre personagens saem desses dois. Batman está claramente perturbado com tudo isso, o que, aliado à ameaça de Gotham finalmente ser dominada pelos vilões, faz de suas atitudes cada vez mais urgentes, antes que o pior aconteça.


Infelizmente tal profundidade não se estende tanto aos demais personagens. Com excessão das boas participações de Alfred, Bárbara Gordon (Oráculo), Comissário Gordon, os outros, principalmente os vilões estão ali somente para dar alguma razão para o herói agir, ainda que suas motivações sejam fracas.

O destaque negativo vai para Arkham Knight, cuja figura por trás da máscara é óbvia desde as primeiras especulações. Me impressiona que Batman, uma das mentes mais brilhantes de todo o universo DC não tenha sequer cogitado quem seria a pessoa que tanto queria matá-lo. E por falar em morte, é fácil perceber o quanto as motivações dos vilões na obra são fracas. Dá pra sair contando as chances que eles tiveram de matar Batman e concluir o plano de vez, mas daí vinha o discurso de querer fazer sofrer um pouquinho mais.

Enfim, é uma leitura que curti, apesar de seus defeitos. Alguns fãs podem gostar, outros nem tanto. Ainda assim recomendo a leitura, que está disponível no Brasil em mais uma edição bacana da DarkSide Books. Espero que tenham gostado e até breve.

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