[RESENHA] O Jogador Nº1

Autor: Ernest Cline
Editora: Leya
Páginas: 466
Ano: 2015
Classificação: 5/5
Cinco estranhos e uma coisa em comum: a caça ao tesouro. Achar as pistas nesta guerra definirá o destino da humanidade. Em um futuro não muito distante, as pessoas abriram mão da vida real para viver em uma plataforma chamada Oasis. Neste mundo distópico, pistas são deixadas pelo criador do programa e quem achá-las herdará toda a sua fortuna. Como a maior parte da humanidade, o jovem Wade Watts escapa de sua miséria em Oasis. Mas ter achado a primeira pista para o tesouro deixou sua vida bastante complicada. De repente, parece que o mundo inteiro acompanha seus passos, e outros competidores se juntam à caçada. Só ele sabe onde encontrar as outras pistas: filmes, séries e músicas de uma época que o mundo era um bom lugar para viver. Para Wade, o que resta é vencer – pois esta é a única chance de sobrevivência.
Olá pessoal que acompanha o blog. Voltei, novamente, e dessa vez espero que para aparecer com mais frequência por aqui. Como quase sempre, venho trazendo mais uma resenha, de um livro idolatrado mundo afora pelo público nerd.

É fã das coisas nerds dos anos 80? Desde os videogames aos filmes que tentavam fazer alguma previsão de como seria o futuro? Se a resposta for sim, provavelmente você vai gostar do que O Jogador Nº 1 tem a oferecer. Se for não, com certeza vale dar uma chance à obra, porque ela é bem capaz de fazer você se divertir por horas nas páginas desse mundo completamente diferente e ao mesmo tempo tão familiar a nós.

O clima da obra pode ser completamente futurista, trabalhando até mesmo com as consequências do uso praticamente ininterrupto da tecnologia Oasis, que tira a humanidade do mundo real para um mundo completamente virtual, substituindo escolas, shoppings e às vezes a própria experiência de conviver com uma pessoa de verdade. Mas é usando toda essa tecnologia que o autor aproveita para inserir na história um passado nostálgico para muitos no nosso mundo. Esse passado se trata dos videogames antigos, filmes de aventura, fantasia, livros, RPG de mesa e muitos outros elementos nerds.

O Jogador Nº 1 vai contar a história de um grupo de cinco pessoas que não se conhecem e que terão participar de uma grande caça ao tesouro em um mundo virtual, repleta de diversas referências da cultura nerd. O protagonista desta história é Wade Watts, um garoto pobre que faz como pode para passar o maior tempo possível no mundo virtual, por não suportar a miséria do mundo real. E é ele aquele que descobre a primeira pista para resolver, com base nos seus enormes conhecimentos nerds e da vida do criador do objetivo, os enigmas. A partir desse momento, a vida dele vira de cabeça para baixo e tudo se torna não somente um jogo que dará um prêmio de valor inestimável, mas também uma luta que pode definir o futuro de todos no mundo virtual, que cada vez mais substitui o real.

Diversão é uma palavra que norteia bem tudo aquilo que compõe O Jogador Nº 1. Todas as referências e easter-eggs são sensacionais, e tudo fica ainda melhor quando narrado em um livro e a medida que vamos descobrindo onde cada pista leva com o protagonista.

Mas se engana quem pensa que tudo que acontece na obra se passa somente nesse mundo de realidade virtual. O mundo real está bem presente e realmente ameaçador, principalmente para quem vive boa parte da vida atrás de quatro paredes. A ameaça desse mundo fica bem real quando alguns dos personagens precisam tomar algumas decisões importantes para resolver os problemas que aparecem.

A narrativa da obra é bem leve e fluida e, como já dito aqui, bastante divertida. A escrita do autor contribui muito para que o ritmo permaneça estável e que não acabe por nos matar de tédio. O resultado disso é uma leitura em que praticamente todos os momentos da obra prendem a atenção do leitor.

Os maiores problemas, que nem são tão grandes assim, vão para o desenvolvimento dos personagens ou relação entre alguns deles. Eu destaco nesse ponto o romance que acontece entre Wade e Art3mis, uma garota que ele conhece online e um dos cinco competidores na caça ao tesouro. Não é nem mesmo que o romance seja algo ruim, já que boa parte dele é realmente aceitável e contribui na medida do possível para a narrativa. O problema surgiu quando o autor quis fazer Wade passar por uma grande crise existencial que quebra bastante o ritmo de uma narrativa que estava fluindo de maneira excepcional. Tirando isso, poucos foram os erros, a maioria deles bem bobos para que fizessem uma grande diferença no resultado final que O Jogador Nº 1 entrega para nós leitores.

Leiam, sério! O livro é incrível. A riqueza de detalhes é impressionante, com todas as referências, mesmo para quem não nasceu na época retratada, como eu. E essa leitura se torna ainda mais válida quando paramos para pensar o quão perto estamos de iniciar uma realidade próxima ao que essa obra nos apresenta. Assusta um pouco, principalmente se pensarmos que o mundo pode ficar ao menos um pouco semelhante ao que é no livro.

E é isso. Leitura super recomendada. Espero que tenham gostado da resenha e até a próxima.

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