[SÉRIE] Game of Thrones - 6.01

Título do Episódio: The Red Woman
Ano: 2016
Diretor: Jeremy Podeswa
Roteiristas: David Benioff e D. B. Weiss
Jon Snow está morto. Daenerys encontra um homem poderoso. Cersei reencontra sua filha.




E aí pessoal, venho hoje trazendo algo diferente, mas que já apareceu por aqui no blog: Séries. O que pode ser melhor que Game of Thrones, que acabou de retornar e já nos presenteou com dois episódios de sua nova temporada? Tentarei vir aqui toda semana comentar cada episódio exibido, sem nenhum compromisso crítico, somente minha visão como fã. Só não apareci semana passada porque está realmente difícil arranjar tempo, mas vamos nos acertando. Então, nessa primeira postagem, farei comentários sobre o primeiro episódio, de cada núcleo que apareceu. Atenção, com toda certeza, esse post terá spoilers.

O primeiro episódio da temporada foi algo bem introdutório, dentro do esperado, mas ainda assim sendo um episódio muito bom na minha opinião. Basicamente, o que ocorreu nele foi para situar o telespectador na situação dos personagens a partir do momento do fim da temporada passada, onde o último episódio foi recheado de cliffhangers absurdos. 

Winterfell e Norte

Tivemos nesse núcleo da série alguns acontecimentos bem interessantes. Roose Bolton fez leves ameaças ao seu filho bastardo e agora legitimado, Ramsay Snow/Bolton, por ele ter deixado escapar o que seria a garantia de ter controle do norte por um longo tempo, Sansa Stark. O filho dele com Walda Frey estava prestes a nascer e a perspectiva de ser um menino ameaça as ambições de Ramsay.


Ramsay que passou por uma tentativa de mostar que o personagem possui algum sentimento dentro dele, mas que na realidade mesmo assim é capaz de coisas cruéis, como bem aconteceu com seu lamento pela morte de Myranda, que ocorreu no fim da temporada passada, e logo em seguida mandar entregar o corpo dela aos cachorros.

É bem fácil perceber o desenrolar do que vai acontecer com o norte na temporada, já que a prenunciada guerra dos bastardos tem tudo para acontecer, sem contar que a traição dos Bolton, ao tomar o controle de Winterfell aos Lannister também não deve passar em branco. Os planos para a batalha, ainda não declarada, já estão sendo feitos do lado Bolton. O outro lado é muito provavelmente o de Jon Snow.

Ainda no norte, temos a fuga de Sansa e Theon. Gente, que cenas lindas, cenograficamente falando foram algumas das cenas na neve mais bonitas que eu já vi em todas as seis temporadas da série. E com um ótimo peso emocional, muito bem transmitido pelos atores dos dois personagens, que estavam excelentes. Alfie Allen se sobressai como um dos melhores do casting da série, merecendo já há algum tempo ao menos uma indicação ao Emmy, já que a entrega dele para o personagem chega a ser comovente. 


Depois Brienne entra em cena, lutando contra os soldados Bolton que estavam à procura dos fugitivos. Quem não é fã dessa personagem? Ela é incrível. E em seguida tivemos a emocionante cena do juramento de Brienne para Sansa, o mesmo que ela fez para Catelyn Stark. Outro momento maravilhoso do episódio.

Essos

Daqui pulamos para Daenerys, que mais uma vez encontra-se andando no meio do deserto, dessa vez como prisioneira do khalasar de Khal Moro. Para quem não lembra, ela foi encontrada por eles depois que ela fugiu de Meereen montada em Drogon, um de seus dragões. A participação dela aconteceu  sem grande destaque, a não ser a partir do momento em que ela revela que foi esposa de Khal Drogo e que fica decidido por Moro que ela vai para Vaes Dothrak, o lugar para onde são levadas as viúvas de um Khal para passar os restos de seus dias.


Em sua procura estão Jorah Mormont e Daario Naharis, fazendo o trabalho deles de encontrar pistas de para onde Daenerys foi e magicamente achando o anel que ela derrubou no caminho, ainda que o local estivesse praticamente marcado como um alvo.

Em Meereen, Tyrion e Varys tiveram mais um ótimo momento. É praticamente impossível não curtir quando os dois personagens estão juntos, principalmente pela incrível química que existe entre os atores. Até as infinitas piadinhas envolvendo o fato de Varys ser um eunuco e Tyrion ser um anão se tornam irrelevantes perto do que a participação dos dois personagens geralmente proporciona.


Enfim, eles se encontram em uma situação bem difícil. O povo já não acredita mais em sua rainha, as outras cidades conquistadas já estão voltando ao que eram antes, com a escravidão e os mestres de escravos. A frota de navios foi destruída e os Filhos da Harpia continuam sendo uma ameaça à espreita. Vamos ver como os personagens que ficaram na cidade vão lidar com a situação e a iminente guerra.

Arya também faz sua participação no episódio, depois de ficar cega no fim da temporada passada. Agora a personagem se encontra como uma pedinte das ruas de Bravos. Complementando sua cena, a Criança Abandonada aparece para dar uma surra na personagem, o que faz parte do treinamento de Arya para deixar de ser quem ela era e também aprender a usar seus sentidos agora que está cega.

O núcleo da personagem continua sendo o que menos avança em alguma coisa na série. Vamos esperar que mais para frente algo aconteça para movimentar de vez a participação dela.


Porto Real

Em Porto Real Cersei recebe sua filha Myrcela, só que não da maneira que ela esperava. Vemos mais uma vez a desconstrução de uma personagem que antes estava sempre por cima e que agora se vê com poucas opções de apoio dentro de um círculo agora muito limitado de relações, já que o pai e dois de seus filhos estão mortos. Restam para ela agora somente o irmão Jaime, o filho e rei Tommen e Robert Strong, que é o montanha "revivido" por Qyburn, o meistre.

Lena Headey é outra atriz que praticamente só melhora. Desde a temporada passada estamos vendo do que ela é capaz com sua Cersei. Muitos acreditavam que o próprio Emmy seria da atriz, que esteve impecável na quinta temporada e já retorna com mais uma interpretação cheia de emoção.


Em contraponto, temos mais uma vez aquela conhecida falta de noção de tempo, fato que sempre é possível enxergar em Game of Thrones, como por exemplo, supor que a morte de Jon Snow ocorreu mais ou menos no mesmo período de tempo em que Jaime saiu de Dorne em sua viajem de volta. A questão é que ele já chegou em Porto Real enquanto o corpo de Jon ainda estava "esfriando".

Jaime se encontra em uma situação mais decidida e parece disposto a fazer alguma coisa por conta da morte da filha. E ele parece chegar para assumir como o ponto central de apoio para Cersei, e daí podemos esperar coisas interessantes.

Ainda em Porto Real tivemos o encontro do Alto Pardal com Margaery, que continua presa por mentir para a fé dos sete sobre a sexualidade do irmão, Loras Tyrell. Novamente dois ótimos atores em seus papéis. Aqui é aquela discussão sobre perdão, pecado e pureza, que foi basicamente o tema central do núcleo de Porto Real, tanto do lado de Cersei, que via a filha Myrcella como o maior exemplo de pureza do mundo, quanto na fala de Margaery ao ser questionada pelo Pardal se ela se sentia pura e livre de pecados, ao que ela responde que "nenhum de nós é". Mais um núcleo onde podemos esperar acontecimentos interessantes.

Dorne

Já não podemos falar o mesmo dito acima de Dorne. A temporada passada foi um desastre para o núcleo que nos livros é tão adorado. E essa temporada já começa com mais problemas. Sendo bem rápido, Ellaria e as Serpentes de Areia decidem que o melhor a se fazer diante dos problemas que estão para surgir com os Lannisters é matar os últimos Martell vivos. Tirando o fator surpresa, totalmente apagado pela inconsistência e falta de perspectiva do que esperar, Dorne continua em seu limbo e sua sina de continuar com uma relevância perto de zero para a história de Game of Thrones.


Se algo poder surgir de bom daí, é o que Ellaria vai fazer com o poder em sua mãos. Se depender do discurso que ela faz ao matar Doran Martell, cabeças vão rolar. 

Muralha

Por fim, vamos para a muralha, que iniciou e encerrou o episódio. Aliás, cena tocante a do fantasma chorando no amanhecer do norte, provavelmente sentindo a morte de seu parceiro Jon Snow. 

Davos é quem encontra o corpo e decide por protegê-lo, colocando-o em uma sala fechada protegida por alguns dos amigos de Jon. O motivo não fica claro e é um dos maiores questionamentos dos fãs, que querem maiores explicações para a súbita devoção do personagem ao Lorde Comandante da Patrulha da Noite. 


É também acesa a discussão sobre a legalidade do ato, acendendo um conflito entre aqueles que apoiam ou não o assassinato de Jon Snow e criando uma divisão dentro da patrulha. O grande problema é que o lado menor é justamente daqueles que são contra à atitude.

Para tentar reverter isso, Davos conta com o apoio dos selvagens, ficando à cargo de Ed Doloroso a busca pelo apoio do povo que Jon salvou dos caminhantes brancos. Ele também conta com o apoio de Melisandre, por tudo que ele já testemunhou a personagem fazer.

Melisandre é uma de minhas personagens favoritas no livro e na série, muito por conta da excelente caracterização de Carice van Houten para a personagem. E nesse episódio tivemos a oportunidade de ver ela como nunca antes tínhamos vistos e com a atriz mostrando um grande talento na interpretação. Ela agora se encontra completamente desolada e descrente, por tudo estar acontecendo exatamente como ela não previu nas chamas. Como resultado disso, vemos uma personagem diminúida e em seu estado mais frágil. E o episódio é encerrado com uma revelação que não era exatamente uma surpresa, mas que ainda assim chocou muitos, que é quando vemos a verdadeira aparência da feiticeira vermelha.

Fonte: Game of Thrones BR
E essa foi a "análise" do primeiro episódio da temporada de Game of Thrones. Em breve, talvez ainda antes do terceiro episódio sair no domingo, já trago a análise do segundo. Espero que tenham gostado e até logo.

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