[RESENHA] O Guia do Mochileiro das Galáxias - Vol. 1

Autor: Douglas Adams
Editora: Arqueiro
Páginas: 205
Ano: 2009
Classificação: 4/5
Considerado um dos maiores clássicos da literatura de ficção científica, O guia do mochileiro das galáxias vem encantando gerações de leitores ao redor do mundo com seu humor afiado. Este é o primeiro título da famosa série escrita por Douglas Adams, que conta as aventuras espaciais do inglês Arthur Dent e de seu amigo Ford Prefect.
A dupla escapa da destruição da Terra pegando carona numa nave alienígena, graças aos conhecimentos de Prefect, um E.T. que vivia disfarçado de ator desempregado enquanto fazia pesquisa de campo para a nova edição do Guia do mochileiro das galáxias, o melhor guia de viagens interplanetário.
Mestre da sátira, Douglas Adams cria personagens inesquecíveis e situações mirabolantes para debochar da burocracia, dos políticos, da "alta cultura" e de diversas instituições atuais. Seu livro, que trata em última instância da busca do sentido da vida, não só diverte como também faz pensar.
Não entre em pânico! Hoje é um dia muito especial! Hoje é o Dia da Toalha e nada melhor do que trazer a resenha da obra que originou esse dia e que é um dos principais símbolos do mundo nerd. Vamos lá, peguem suas toalhas e preparem-se para conhecer um pouco de O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams.


Tudo começa quando chega o dia em que a Terra será destruída. Da civilização que popula o planeta nos momentos anteriores ao fim de tudo, somente dois deles conseguirão escapar com vida da extinção, são eles: Arthur Dent, um cara que vive modestamente e está com risco de ter sua casa destruída para dar espaço a uma via expressa e que não se conforma por ter sido avisado somente um dia antes do prazo final. O outro é Ford Prefect, um ET que vive há 15 anos na Terra, ou como ele gosta de falar, preso aqui por 15 anos. E é ele que sabe que o dia chegou, o dia em que toda a humanidade seria transformada em poeira cósmica. Do momento da descoberta em diante, os dois têm que fazer de tudo para fugir da destruição e, além disso, sobreviver e encontrar um rumo na galáxia e em toda a imensidão infinita do universo.

Que obra sensacional! Como eu pude demorar tanto tempo para ler tal coisa? Não é exagero quando falam da qualidade do humor colocado na narrativa por Douglas Adams. Mesmo que, ao menos para mim, não tenha sido algo capaz de arrancar gargalhadas, foi uma leitura extremamente divertida e interessante, que me prendeu do início ao fim, com um humor afiado, sarcástico, cheio de tiradas inteligentes e irônicas, referências e muito mais.


Todos os personagens são extremamente carismáticos. Arthur Dent é uma pessoa quase completamente alheia ao que acontece ao seu redor e se acostuma, ou se conforma, fácil com as coisas que ele não é capaz de explicar. E todo o ar da falta de entedimento do personagem com o que ocorre é habilmente transmitida na narrativa.

Ford é um aventureiro, aceita boa parte dos desafios que aparecem na sua frente. Trillian é uma terráquea, que saiu da Terra algum tempo antes de sua destruição e agora vaga pelo espaço ao lado de Zaphod Beeblebrox, um extraterrestre de duas cabeças, Presidente da Galáxia e também o ladrão da incrível nave Coração de Ouro e que faz as coisas sem pensar, vai atrás de algo e só vai descobrir quando chegar no destino, é arrogante, inteligente de maneira idiota e muito mais.

E tem o Marvin, ah, o Marvin! Ele é um simpático robô, super inteligente, que possui uma inteligência milhares de vezes maior que a de um humano. Era de se esperar que ele fosse uma das figuras mais comunicativas e animadas possível dentro da trama do livro, não? Se engana quem pensa assim. Marvin é um robô extremamente depressivo, que não encontra posição ou propósito no universo. Mas, mesmo diante de todo o clima “pra baixo”, é de suas atitudes que saem os melhores momentos engraçados da obra. É absolutamente sensacional quando ele fala como odeia as portas automáticas da Coração de Ouro, que se abrem e se fecham soltando barulhos de satisfação e dever cumprido. Ou como ele é capaz de fazer uma nave, vejam bem, uma nave, se “suicidar” enquanto ele discorre sobre sua infelicidades. 


Adorei como Douglas Adams também brinca com a narrativa em momentos que seriam supostamente sérios, como explicações sobre física e outras coisas complicadas. Como bem diz a sinopse, o autor fez muito bem em tratar de assuntos delicidos e criticá-los através de uma escrita satirizada e que diverte o leitor.

A leitura flui de maneira espantosa e gostosa de se acompanhar. A trama não é muito exigente, mas ainda assim brinca com a origem da vida e diversas outras questões que englobam o universo.

Está explicada a razão dessa obra ser tão aclamada no mundo nerd. É uma das coisas mais divertidas que já li na vida e não vejo a hora de passar para os próximos volumes dessa Trilogia de Cinco livros.

Leitura mais do que recomendada. Se está lendo isso ainda hoje, dia 25/05, vá atrás do primeiro volume e leia de uma vez só. Senão, não entre em pânico, procure mesmo assim e leia de qualquer jeito.

Espero que tenham gostado. Guardem bem as toalhas em suas mochilas e até a próxima!

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