[RESENHA] Gigantomachia

Autor: Kentaro Miura
Editora: Panini
Páginas: 232
Volume Único
Ano: 2015
Classificação: 5/5
A cada centena de milhões de anos, um cataclismo de escala mundial devasta o planeta, obrigando as formas de vida sobreviventes a se adaptarem às novas condições, o que resulta no nascimento de seres incríveis... Num futuro muito distante, Prome e Delos desafiam o domínio de um Império e sua horda de lendários gigantes ao buscar as partes do "corpo de Gaia"! Conheçam a mais nova aventura de ficção científica criada pelo consagrado autor de "Berserk"!
Há tempos prometi mais resenha de algum mangá e finalmente trago ela, da obra Gigantomachia, de Kentaro Miura, autor também do sensacional Berserk (que ainda não apareceu por aqui) e mais uma da série “Resenhas super atrasadas”. 


Gigantomachia vai contar as aventuras dos protagonistas Prome e Delos em busca das partes do corpo de Gaia em um Império que domina hordas de seres gigantescos que ameaçam a vida dos outros povos habitantes do mundo que se oporem ao regime pouco amigável imposto pelos poderosos do mundo criado por Kentaro Miura.

Esse é um mundo futurista, mas que, ao contrário da sociedade evoluída e com muitos elementos tecnólogicos inseridos dentro de um contexto, o que vemos em Gigantomachia é totalmente o contrário. Os humanos evoluíram, dando origem a diversas outras raças, mas o local em que vivem voltou a ser um habitat com características mais selvagens.

Como exemplo da origem de outras raças humanas podemos citar a divisão de “classes” entre hus, humanos normais - como nossos protagonistas, com a diferença que Prome, a garotinha, possui alguns poderes, o que não é comum nos outros membros da classe - e mus, que são humanos mas que desenvolveram algumas mutações e passam a ser vistos pelo resto da sociedade como seres inferiores que são caçados pelo hus.


Gigantomachia é uma obra simplesmente espetacular. Uma de suas maiores qualidades é o fato de trazer uma trama com temática pesada, como a segregação de determinada parcela de uma sociedade ou raça, que envolve lutas por liberdade contra um império ditatorial que faz uso de seus gigantes para eliminar aqueles que não são considerados dignos e conquistar a maior quantidade possível de territórios. 

As cenas de ação são incríveis e o clima mais denso é quebrado pelos ótimos momentos cômicos que Prome e Delos proporcionam ao longo das páginas. Essa mistura de elementos sérios e engraçados é extremamente bem trabalhada e um não atrapalha o outro, mesmo andando sempre juntos.


Outro ponto positivo é a arte. Deslumbrante! Simplesmente salta aos olhos de tão linda que é. Ao contrário de Berserk, a outra obra do autor, que é igualmente espetacular, tanto de narrativa quanto em arte, mas que possui traços mais pesados, Gigantomachia preza pela leveza e beleza até mesmo em momentos mais tensos e com bastante ação. Basta olhar as fotos da postagem, capa, contra-capa e página interna que podemos tirar essa prova.

Esse mangá só tem um único defeito para mim. O gostinho de quero mais. Infelizmente é uma história fechada em um só volume. Fico triste por pensar que Kentaro Miura criou algo tão incrível com grandes possibilidades de uma história épica ser contada e que infelizmente não teremos novas oportunidas de conhecer mais dos personagens e de outros conflitos envolvendo o mundo criado pelo autor. Mas, quem sabe, caso um dia termine Berserk, sua obra máxima, ele não dê uma chance ao que vimos aqui e sacie a sede dos leitores que pedem por mais. Não custa sonhar.


Para encerrar minhas considerações sobre a obra, gostaria de comentar sobre a edição da Panini. Me arrisco a dizer, aqui, que o trabalho realizado pela editora nesse mangá faz dele uma das melhores edições dentre os mangás que possuo. E não duvido que esse tenha sido um dos melhores trabalhos já feitos por uma editora brasileira nos últimos anos. Boa tradução, ótimo trabalho de capa e papel offset com uma qualidade excelente, que favorece e muito a arte de Kentaro Miura.

E é isso, essa foi a rápida resenha de Gigantomachia. Espero que tenham curtido e que deem uma chance a essa excelente obra. Até a próxima!

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