[RESENHA] Fundação e Império

Autor: Isaac Asimov
Editora: Aleph
Páginas: 245
Ano: 2009
Classificação: 5/5
O Império Galático está à beira do colapso. Ainda assim, numa tentativa ousada, o General Bel Riose decide lançar um ataque contra a Fundação. Mas será que a ofensiva desesperada irá impedir o destino profetizado há séculos por Hari Seldon? E quem seria, afinal, o Mulo? Este é o segundo livro da Trilogia da Fundação, vencedora do prêmio Hugo como a melhor série de ficção científica de todos os tempos.
E estou de volta com a resenha do segundo volume da Trilogia da Fundação, Fundação e Império. Já adianto que o texto hoje será bem rápido. Sem mais delongas, vamos ao que interessa.


Fundação e Império parte do ponto onde a Fundação tem que enfrentar o último resquício de força do Império em declínio. A partir dele, os acontecimentos dentro da saga criada por Isaac Asimov começam a ganhar mais forma e contexto e as circunstâncias que envolvem as previsões de Hari Seldon começam a receber maiores explanações, principalmente em relação ao papel da Segunda Fundação, que permanecesse envolta em segredos. 

Divido em duas partes, o livro tem em seu comecinho o seu maior ponto fraco, apesar da importância de mostrar a quantas anda a força do que um dia foi o Império Galáctico, que agora tem que lidar com a barbárie que se espalha pela galáxia enquanto sua influência cai cada vez mais.

É na segunda parte onde, enfim, chegamos no terreno que estava sendo preparado. Os mistérios que envolviam o leitor ao longo do primeiro volume e da primeira parte do segundo começam a ganhar forma e alguns pontos do conceito da psico-história de Seldon são postos à prova. Na prática, Seldon poderia prever o rumo da humanidade séculos no futuro baseado no comportamento das grandes massas, mas não de um único indivíduo. E é algo assim que acontece, quando alguém disposto a alcançar a grandeza faz movimentos que a ciência de Seldon não pôde prever. 


Fundação e Império consegue ser melhor que Fundação em diversos aspectos. Por mais que eu tenha gostado muito do excelente trabalho do autor ao nos apresentar diversos personagens da linha cronológica da saga, o foco na menor quantidade de personagens aqui permite uma aproximação com aqueles que nos são apresentados e, de certa forma, amplia a profundidade com que podemos nos envolver na história e enxergar com maior precisão as mudanças pela qual as sociedades estão passando enquanto o império rui e eles estão à própria sorte no meio de conflitos e mais conflitos. E a segunda parte do volume é simplesmente excelente, pelo novo rumo que o livro toma e pelos personagens apresentados. 

A maior adição à trilogia como um todo é o personagem Mulo, que dá título à segunda parte do livro. Ele é o que podemos considerar como o grande vilão e aquele que foi capaz de ir contra todas as previsões de Seldon para a primeira Fundação. É um personagem incrivelmente calculista, meticuloso e vai até o limite do possível para cumprir seus objetivos. 


Aqui deixamos para trás a certeza do que vai acontecer para dar lugar às surpresas que nos aguardam a cada capítulo que passa. Os elementos que consagraram Fundação continuam presentes e com mais força, como a sociologia, política e etc. E tudo isso em um livro que é claramente uma transição para um desfecho que promete ser absolutamente épico. 

O final é uma ótima reviravolta e nos lança de vez ao desconhecido. Mais uma vez Asimov se supera, contando uma história crível e repleta de tudo o que um fã de ficção científica pode esperar. 

Agora falta só Segunda Fundação para, enfim, sabermos como essa jornada espacial termina. Leiam, certamente não irão se arrepender.

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