[RESENHA] A Última Dança de Chaplin

Autor: Fábio Stassi
Editora: Intrínseca
Páginas: 224
Ano: 2015
Classificação: 5/5
Combinando elementos reais com ficção, A última dança de Chaplin conta os últimos anos de um dos maiores ícones do cinema americano. Na noite de Natal de 1971, Charlie Chaplin recebe a visita da Morte. O famoso ator está com oitenta e dois anos, mas ainda não se sente preparado para ver as cortinas se fecharem uma última vez. Desesperado por acompanhar o crescimento do filho mais novo, o ator propõe à Morte um acordo: se conseguir fazê-la rir, ganhará mais um ano de vida.

Enquanto espera o encontro fatídico, Chaplin escreve uma carta para o filho, contando a ele seu passado: da infância pobre na Inglaterra, com o pai alcoólatra e a mãe louca, ao auge do sucesso nas telas de cinema dos Estados Unidos, passando pelo circo, pelo vaudeville e por empregos estranhos, como tipógrafo, boxeador e embalsamador.

Boa noite Divagadores, olha eu aqui nessa última noite do mês de novembro aparecendo aqui com mais uma resenha. Gente, o que dizer sobre esse livro? Eu achei ele simplesmente uma fofura, sim, eu me encantei com a história apresentada nele de um jeito que eu jamais imaginei que ficaria encantada. Tenho que dizer, este livro foi tão bom que ele não foi lido, ele foi devorado.

Bem, eu sinceramente não tenho muito com o que enrolar para começar a falar da história, o livro começa na noite de 24 de dezembro de 1971 e nessa noite de véspera de Natal que nos deparamos com o primeiro encontro de Chaplin com a Morte e o início de seu pacto. Achei maravilhoso o fato do autor logo no começo ter mostrado bem o que o tempo fez com Charlie Chaplin, afinal de contas quando vemos figura que marcaram tanto a história quanto ele a gente nunca imagina que, por mais velha que a pessoa seja no fim das contas é um humano que não consegue escapar da força do tempo.


Passamos por seis vésperas de Natal antes que em 1977 a Morte finalmente vença, mas entre cada uma dessas noites somos contemplados com trechos da carta que Chaplin escreve para seu filho Christopher contando grande parte dos fatos que envolveram a sua trajetória e acensão para a fama. Eu sinceramente conheço muito pouco sobre a história de Charlie Chaplin, tanto que fica complicado chegar aqui e apontar os fatos, mas bem, na sinopse do livro já ficamos avisados que existe uma mistura de ficção e realidade. Claro que tem fatos que são demasiadamente exagerados, ou por vezes estranhos demais e levantam a grande suspeita de que aquele trecho nada mais é do que uma das partes da história que é inventada pelo autor.

A narrativa do livro é alternada, sendo que é em terceira pessoa quando se trata das noites de encontro de Chaplin com a Morte e em primeira pessoa quando se trata da carta onde ele conta a sua história para o seu filho e tenho que dizer que essa parte narrada em primeira pessoa é a mais emocionante e deliciosa de se ler. Gostei muito, mas muito mesmo de como a narração foi feita a história fluiu de uma maneira nada mais nada menos do que deliciosa.


Pois bem e o que dizer do final do livro? Desde o princípio é de se imaginar que o livro vá terminar com a Morte finalmente vencendo esta aposta de anos e claro que no último capítulo nos deparamos finalmente com Chaplin partindo desta para uma melhor, mas acreditem se quiser o final conseguiu ser emocionante, mesmo sendo esperado e eu me debulhei em lágrimas de emoção. Definitivamente este livro é um daqueles que vou guardar com carinho pelo resto da vida.

É isso ai pessoal, vou ficando por aqui, beijinhos e até a próxima, espero eu que com um livro tão bom quanto esse,


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