[RESENHA] Os Castelo nos Pirineus

Autor: Jostein Gaarder
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 177
Ano: 2010
Classificação: 1/5
Por cinco anos intensos na década de 1970, Steinn e Solrun foram felizes. Então tomaram rumos diversos, por razões desconhecidas a ambos. No verão de 2007, depois de trinta anos distantes, eles se encontram por acaso no terraço de um velho hotel de madeira às margens de um fiorde no Oeste da Noruega, um lugar intimamente relacionado à separação no passado. Mas terá sido esse encontro, em lugar tão significativo, um mero acaso? Buscando respostas a essa pergunta, e para entender como um relacionamento que prometia ser duradouro pôde acabar subitamente, o ex-casal começa uma frenética troca de e-mails - a matéria e a forma deste novo romance filosófico de Jostein Gaarder, que desta vez conta uma história de amor para discutir o embate entre o racionalismo e a espiritualidade. Na linguagem dessas missivas apressadas que inundam nossa vida cotidiana, os dois esboçam visões de mundo antagônicas e explicações contraditórias para o fim do romance. De um lado, o climatologista Steinn apenas crê no que pode ser provado pela ciência e pela razão. De outro, Solrun, uma mulher religiosa, acredita na transcendência, em um espírito além do corpo e de nossa existência terrena. Disso resulta que as experiências compartilhadas pelos dois no hotel no litoral (a de trinta antes e a do verão corrente) serão entendidas de modo muito distinto por cada um. Apesar de se respeitarem, eles não podem concordar com a concepção do outro - até que suas certezas sejam postas à prova.


Boa noite Divagadores, olha eu aqui pra trazer mais uma resenha nesse feriadão. Aha, tenho que confessar um segredo, essa resenha esta escrita em uma folha de papel desde o primeiro dia do mês, mas eu tinha perdido ela em casa e só agora estou repassando pra cá. O duto de escrever esta resenha é que infelizmente achei este livro sem nenhum atrativo. Acho que vocês vão se deparar com uma bela chuva de reclamações e vou ser sincera em dizer que eu jamais imaginei que ficaria tão decepcionada com um livro do Jostein Gaarder. Enfim, sem mais delongas, vamos a resenha.

O livro nada mais é do que uma troca de e-mails entre Steinn e Solrun que foram namorados em sua juventude . Após 30 anos do término de sua relação eles se reencontram cada um casado e com filhos e decidem voltar a se comunicar por e-mails com o combinado que tudo deveria ser lido, respondido e apagado. Nessa troca de e-mails podemos ver muito bem o ponto de vista de cada um dos dois: Solrun uma mulher espiritualizada e Steinn um homem completamente cético. Os dois começam a relembrar do passado e contar suas histórias até chegarem ao ponto onde sua relação ficou estranha e eles se separaram.


Logo que comecei a ler o livro e percebi que ficaria apenas nisso eu desanimei completamente, tanto que levei mais do que uma semana pra ler e olha que pelo tamanho dele eu normalmente levaria menos de três dias. O mais duro nesse livro é que a única coisa que ajudava a diferenciar quem estava dizendo o que era que os e-mails da Solrun eram escritos com a fonte normal e os do Steinn com fonte itálica, só que não era incomum que eles escrevessem trechos que precisassem de destaque em seus e-mails e as fontes fossem invertidas causando uma grande confusão. Sei que os livros do Jostein Gaarder precisam ser lidos com um pouco mais de concentração do que o normal, mas este livro forçou a barra. 

Mesmo achando o livro muito ruim, continuei firme e forte na leitura tanto por ser o tipo de pessoa que não abandona uma leitura, quanto por ter esperança de encontrar algum tipo de lição no meio de tudo aquilo. Bem, não sei se foi por causa do meu desgosto ou o que, mas eu infelizmente não vi nada além de uma troca de e-mails onde cada um colocava sobre o seu ponto de vista. O pior de tudo é dedicar tanto tempo a leitura na esperança de tirar algo daquelas páginas e se deparar com um final que é capaz de matar qualquer um de raiva e que não contarei aqui para não dar spoilers.


Infelizmente depois de deixar este livro na prateleira esperando para ser lido descobri que era melhor não ter comprado, mas é a vida, nem sempre teremos coisas maravilhosas nos aguardando, não é mesmo? Depois de tanta reclamação vou ficando por aqui antes que vocês pensem que sou uma velhinha caquética.

Beijinhos e até a próxima.


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