[RESENHA] Serena

Autor: Ron Rash
Editora: Intrínseca
Páginas: 320
Ano: 2015
Classificação: 4,5/5
Pemberton, um rico madeireiro, e sua esposa, Serena, são um casal ambicioso, determinado a derrubar todas as árvores das montanhas da Carolina do Norte para aumentar sua fortuna durante a Grande Depressão. Mas um projeto de parque nacional ameaça esses planos. Pemberton passa a subornar as pessoas mais influentes para manter sua propriedade e seu poder. Já Serena, sem escrúpulos, recorre a outros argumentos: a força, as armas e a crueldade. Para sustentar o grande império e conseguir o que ambicionam, os dois vão passar por cima de tudo. Até deles próprios. Uma narrativa brilhante, que equilibra beleza e violência, paixão e ódio, impiedade e amor.

Boa noite Divagadores, olha só quem apareceu aqui com outra resenha, mais cedo do que eu aposto que cada um esperava que eu aparecesse aqui. Este é mais um livro que recebi da nossa parceira, a editora Intrínseca. Gente, assim que recebi a notícia da parceria e vi esse livro nos lançamentos do mês, li sua sinopse... Bem, bateu aquela vontade de ler na hora... A única coisa que eu realmente não gostei é que eu não criei uma imagem da Serena, passei o livro todo vendo ela como a Jennifer Lawrence e olha que eu nem assisti o filme ainda... Sem mais delongas, vamos falar logo sobre o livro.


O livro já começa de uma forma um tanto quanto agitada e não precisamos passar das dez primeiras páginas para ter uma ideia de quão forte a personalidade da Serena é, isso antes mesmo de ela conhecer as terras de seu marido. Pois é,  no meio da agitação que ocorre no primeiro capítulo descobrimos que os protagonistas da história acabam de se casar e que Serena ainda não conhecia as terras de Pemberton. Serena é uma mulher um tanto quanto diferente das mulheres do seu tempo, chamando a atenção por onde passa. Enquanto a maioria das mulheres se preocupa com seus vestidos e todas as regras de etiqueta a progonista veste calças, botas de montaria, tem cabelos curtos e aprendeu com o pai como tomar conta dos negócios.

É claro que tudo isso não é o suficiente para dar credibilidade para uma mulher, logo que Pemberton apresentou sua esposa para seus funcionários é claro que rolou uma grande descrença de sua capacidade, algo que ela mudou ao ganhar uma simples aposta. Depois disso Serena não precisou de muito mais para ganhar o respeito de seus funcionários de tal forma que acaba tomando as rédeas do negócio, sendo um tanto quanto "pratica" quando se trata de conquistar seus objetivos, através de sua frieza e crueldade descobrimos que para Serena pouco se importa com os meios que vai usar, desde que consiga tudo o que quer.

– Mais um paradoxo da natureza: as criaturas mais belas costumam ser as mais perigosas. O tigre, por exemplo ou as viúvas-negras.

– Eu diria que isso faz parte da beleza de tais criaturas – disse Serena.

Além da história principal somos cercados por algumas histórias secundárias envolvendo os funcionários da madeireira que nos mostram os perigos do trabalho e retratam muito bem o local onde a história se passa, seu temor e respeito pela senhora Pemberton, isso sem contar os outros personagens que cruzam o caminho do casal, mas tudo é costurado a trama principal de uma maneira tão perfeita, que faz a trama fluir de uma maneira maravilhosa que nos deixa completamente envolvidos com a história que gera aquela vontade de devorar o livro de uma só vez.

Muita, mas muita coisa acontece mesmo durante este livro, mas gente, o que eu não posso deixar de citar aqui é que a Serena, dentre tantas coisas que é capaz de fazer, pratica falcoaria... A cada cena que eu lia relacionada a isso meus olhos simplesmente brilhavam porque eu acho a falcoaria uma coisa linda e isso fez com que eu me encantasse demais com a personagem apesar dela muito parecida com uma tal de Nazaré Tedesco (oi, alguém ai lembra dela?).


O livro é realmente muito, mas muito bom mesmo, entrou para a minha lista de favoritos e eu gostei muito do modo como o Ron Rash escreve, no entanto houve uma coisa que me incomodou um pouco no livro e por isso eu não dei nota máxima na avaliação dele: Eu já tinha criado uma suposição do final do antes de chegar na metade dele e infelizmente acertei. Gente, eu odeio isso, é coisa pessoal minha, eu gosto mesmo é de ser surpreendida, mesmo que passe raiva com o rumo que o autor vai dar pra história.

Bom gente, é isso ai, vou ficando por aqui, quem sabe um dia eu apareça por aqui falando sobre o filme, mas não prometo fazer isso em breve porque vocês já sabem, eu sou enrolada que só vendo, então nada de marcar datas para fazer isso ou vou é acabar pagando um belo de um mico.

Beijinhos e até a próxima.

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