[RESENHA] Sniper Americano - o atirador mais letal da história dos EUA


Autores: Chris Kyle, Jim DeFellice e Scott McEwen
Editora: Intrínseca
Páginas: 343
Ano: 2015
Classificação: 3/5

Diante de um indivíduo que como já diz acima é considerado o atirador mais letal da história dos Estados Unidos. Chris Kyle, personagem central e autor da biografia, considerou importante narrar os fatos que o levaram a chegar ao ponto de ser reconhecido (Por outros, e ele mesmo) um atirador de elite. Os fatos são narrados sem rodeios, de forma objetiva. Em sua biografia Kyle fala de tudo o que se tornou fundamental para que se tornasse quem foi, e quem era até o momento. Espero que goste da resenha.

Oi gente! Saudades de trabalhar, rs. Ok, aqui vai uma resenha (ou como disse minha professora de Língua Portuguesa na Faculdade que estou dando mais minha opinião do que seguir uma resenha como deveria ser... Aff que coisa chata.) Mas enfim, aqui vai uma resenha ou a simples opinião de uma aprendiz de comunicação social sobre um livro que como a Booklist retratou ser sem floreios. E mais ainda gente! Da nossa parceira EDITORA INTRÍNSECA *sua linda! Eu andando nos corredores  de livrarias e o Wesley Rogério sabe que toda vez que via o Sniper Americano sentia esse livro me chamar. Então atendi ao meu "calling" e caí dentro.



Comprei o livro. E ao ler a nota do autor...

 OS FATOS NARRADOS NESTE LIVRO SÃO VERDADEIROS E EU OS RELATEI da melhor maneira que a minha memória permitiu. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, incluindo funcionários do alto escalão da Marinha, revisou o texto para garantir a exatidão e ver se havia alguma informação confidencial. Embora tenham liberado a publicação, isso não significa que o que leram os agradou. Contudo, esta é a minha história, não a deles. Reconstruímos diálogos a partir de lembranças, o que significa que as palavras podem não ser precisamente as mesmas, porém a essência do que foi dito é fiel. Nenhuma informação confidencial foi usada durante o desenvolvimento do livro. O Pentagon Office of Security Review e a Marinha americana solicitaram algumas mudanças alegando motivos de segurança e todas elas foram feitas. Muitas das pessoas com quem servi ainda estão na ativa como Seals. Outras trabalham para o governo em funções diferentes, protegendo a nação. Assim como eu, todas podem ser consideradas inimigas pelos inimigos dos Estados Unidos. Por isso, não revelei suas identidades completas neste livro. Elas sabem quem são, e espero que saibam que têm minha gratidão. -C.K.
Gente que isso?! Claro que fiquei intrigada, curiosa, e empolgada para ler, a sensação de estar descobrindo algo sobre um mundo que as informações e conhecimentos não se dá a céu aberto, fez meu sangue ferver e comecei a passar as páginas o que parecia ser entre uma biografia, mais ainda a fala de Chris Kyle soar nos meus ouvidos. Como a velha ilustração na minha cabeça que uma boa história é aquela que pode ser contada entre amigos na calçada de casa enquanto crianças correm e brincam, e outros de passagem cuidam de seus compromissos. O presente se volta ao passado para contar sobre como fantástica pode ser a vida de qualquer pessoa, no caso a pessoa a minha calçada era um militar bruto (bruto do tipo "f*** yeah"!), corajoso, extremamente patriótico, compassivo e simples.

"Mas assim é a política: um bando de jogadores sentados se parabenizando em segurança, enquanto vidas de verdade estão se fodendo."

"Mas não arrisquei a vida para levar a democracia ao Iraque. Arrisquei-a pelos meus companheiros, para proteger meus amigos e compatriotas. Fui à guerra pelo meu país, não pelo Iraque. Meus país me mandou lá para que aquela merda não fosse parar na nossa terra."

"Atingir uma cafeteria era golpe baixo. Poderia ter sido pior, creio eu. Poderia ter sido um Dunkin' Donuts. A piada que todos faziam era que o presidente Bush só declarou guerra quando o Starbucks foi atingido. Você pode se meter o quanto quiser com a ONU, mas, se começar a interferir com o direito de tomar café, alguém terá que pagar."

Pensando nisso porque eu deveria dar mil voltas para falar sobre um livro que foi escrito por um militar que amava a ação e não media palavras para se expressar, então DANE-SE e vamos lá. A primeira vez que vi o título "Sniper Americano" foi ao ver o trailer do filme. A história me intrigou (é claro), mas a visão que o trailer me passou nada tinha a ver com o verdadeiro Chris Kyle do livro. Tudo é narrado em primeira pessoa de forma bastante objetiva e pessoal. Eu li e podia até não gostar de algumas opiniões do Seal, mas não pude deixar de admirar o quão convicto de suas crenças e valores era: Deus, pátria e família (sim, é nessa ordem). Como Chris não se abala por expressar suas opiniões num mundo que pode-se chamar politicamente correto (ou melindroso mesmo), ele diz o que acha, e ponto final (Um High5! pra quem quer a ditadura do politicamente correto se dane!). Os fatos são narrados de uma forma acelerada e você vibra com os trechos (que não são poucos) sobre a guerra, além de apresentar a contribuição da esposa na narrativa, que providenciou um certo alívio pra mim, já que não estava acostumada, pelo menos não no meio literário a ver isso, mas a maneira de Taya Kyle ver as coisas se assemelha de certa forma a do marido.

"Por acaso, estive em situações bem sinistras. Alguns dizem que isso é interessante, porém não encaro dessa forma. Outros falam em escrever livros sobre a minha vida ou sobre certas coisas que fiz. Acho isso estranho, mas também considero que a vida e a história são minhas é melhor que seja eu a contar como tudo aconteceu."

Algo interessante de ser ver no livro é o que o suboficial em cada relato e palavra coloca sua personalidade e seu caráter timbrado na obra. Ao ver as citações vai ver o quanto Kyle aparenta ser uma pessoa simples, humilde e que gosta de trabalhar. No entanto você também fica chocado com alguém que usa palavrão para expressar-se em uma obra, ao menos para mim. Não sou o tipo de pessoa que é rodeada por quem usa esse tipo de linguagem, porém a obra é dele, a vida é dele a história é dele então... Que se dane, ele tem o direito de contá-la da forma que acha melhor (pelo menos penso assim). O fato do amor a pátria é algo que tanto vai inspirar como incomodar a vida do autor e de quem a lê. Considero louvável a atitude de Chris ao se colocar da forma que é, e isso ser suficiente, goste ou não das afirmativas de Chris, não se pode negar de que era uma pessoa verdadeira, autêntica. Tanto que o próprio reconhece suas próprias pulsões e desejos de violência, mas procura utilizar isso da melhor forma que entende para contribuir para a sociedade que vive. No caso de Chris é defender quem se ama. Claro que existem conhecimentos que Chris compartilha que somente alguém que entende de armas (e não precisa do google para pelo menos visualizar melhor cada uma, ops, uma 300 Win Mag é o que?!) vai ter um apreço muito maior sobre a leitura.

"Fiquei imaginando por que essas pessoas não foram protestar nas assembleias locais ou em Washington. Mas protestar contra quem recebeu ordens para protegê-las... Digamos que isso me deixou indignado."

Algo que de fato amei, foi ter visto o ponto de vista dos soldados na guerra. Notei pela sua narrativa como também por experiência própria e de amigos próximos, que ao viver de forma cotidiana com experiências difíceis e extremas, você é condicionado a se adaptar para sobreviver aquilo que se está vivendo. No caso, a situação extrema ora se torna comum, ora se é capaz de sentir falta. O fato de pessoas estarem procurando lidar da melhor forma que podem mesmo que de forma bizarra ou com humor negro, hoje, me faz entender que talvez um pouco de empatia cairia bem, do que vir algum jornalista de fora que passe seus dias em tranquilidade e querer narrar combatentes como selvagens amorais, não que a guerra não traga o pior das pessoas (porque provavelmente toda situação extrema o faz), mas também lembrar que a situação extrema também é capaz de trazer o melhor das pessoas, como dever cívico, bravura, proteger uns aos outros, e não fugir de nenhuma responsabilidade ainda que o perigo seja mortal. Não estou dizendo que as pessoas merecem ter justificativas dos seus atos errados pelo que fazem de certo. Só digo que merecem no mínimo a dignidade de serem vistas como um todo. E creio que "Sniper Americano" é uma obra que além de emocionante consegue fazer isso. Achei mais do que válida a leitura e recomendo.


FILME - Pois é, ainda não vi (eu sei, eu sei...). Mas vou deixar para um próximo post. Até breve.

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