[RESENHA CINEMA] Os Goonies


Direção: Richard Donner
Escritores: Steven Spielberg (História), Chris Columbus (Roteiro)
Duração: 144 minutos
Ano: 1985
Classificação: Livre
Estrelando: Sean Astin, Josh Brolin, Jeff Cohen
Minha Recomendação: 4/5
Sinopse: Um grupo de crianças e adolescentes desajustados saem em busca de um tesouro para pagar a hipoteca das casas que moram, para que suas famílias não sejam despejadas. A última aventura da gangue dos Goonies.



Quem nunca se deparou quando crianças com os Goonies na Sessão da Tarde? Se você nunca assistiu eu recomendo que assista, e antes de revirar os olhos e dizer que é um filme dos anos 80, eu insisto... Dê uma chance a si mesmo, de se aventurar a infância irresponsável outra vez e se delicie com a história dos Goonies. Gente, pelos cenários falsos de céus, é o Spielberg! Come on!

Como já dito na sinopse, os Goonies são um grupo de crianças desajustadas moradores das Docas Goon, suas famílias se compõem de pessoas de empregos comuns, e casas hipotecadas. A coisa mínima que sei sobre filmes (lembrando sou uma eterna newbie, tenho muito aprender, sempre), é que não há história sem problemas. O problema dos Goonies começa quando os moradores não tem como pagar sua hipoteca e serão despejados para fazerem um campo de golfe (Ah! Essa gente rica!rs). E na procura de ter uma última aventura juntos com a possibilidade de talvez salvar suas famílias de serem despejadas, é que os Goonies vão atrás do tesouro do terrível pirata hispânico Willy Caolho (Que diabo de personagem hispânico tem nome de Will? ok). Eu lí o livro, mas irei apenas relaciona-lo ao tema principal que é o filme. Para ler a resenha sobre o livro (o Wesley que fez) clique na imagem abaixo:

“Os Goonies é, na verdade, um filme sobre a amizade, sobre manter-se unido. O sonho de toda criança é poder estar no controle de seu próprio destino, ainda que apenas por um sábado à tarde. Não seria incrível nunca perdermos esse sonho? A verdadeira magia dessa história está sobretudo naquilo que eles se tornam uns para os outros, de uma maneira muito especial.” – Steven Spielberg
Gente, lí o livro que é riquíssimo em detalhes comparando ao filme (sempre será assim né gente). Quando fui assistir ao filme, eu tive uma decepção dolorosa. Pensei "a criança dentro de mim morreu. Como pude? A aniquilei com trocadilhos idiotas e sarcasmo", estava quase debulhando lágrimas, quando me recordei da maravilhosa tecla SAP. Ah! Ver o filme dublado! Queira você admitir ou não, assistir filme dublado tem sim suas vantagens, e muitas vezes, como nos Goonies, me levou a ser criança novamente, além de certa forma recriar a identidade de cada personagem, ouso até dizer que a enriqueceu. Como é difícil, lindo e não compreendido o trabalho da dublagem. A bendita tecla SAP me levou a ouvir o bater de borboletas no meu estômago enquanto via crianças valentes, em cenários desafiadores lutarem contra todas as adversidades incluindo uma máfia italiana (os Fratelli, é claro que vilão de criança é sempre incompetente né gente). 



Eu confesso que minha opinião se limita aqui, pois lembrar dos Goonies, me deixa nostálgica. O fato também do filme explorar esteriótipos dos desajustados, e explorar o universo infantil de forma politicamente incorreta acho que faz com que seja um filme que conquiste o agrado do público geral. Você pode dizer que usar esteriótipos é ruim (o que concordo), porém por diversas vezes esse recurso funciona para fazer um sucesso de bilheteria, é só pensar nas desajustadas da Escolha Perfeita (Pitch Perfect), ou até comerciais em que o uso de carros gigantes está relacionado a virilidade do homem. E será que preciso citar o Sloth? Gente como eu tinha medo e admiração pelo personagem que me dava arrepios, pena, e ao mesmo tempo admiração por ser um dos grandes heróis na história. Mas não direi mais nada, com exceção disto: Então que tal, numa tarde entediante usar Netflix/Locadora/Sei lá, para assistir aos Goonies? Eu recomendo.



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