[RESENHA] Assassin'S Creed Unity

Autor: Oliver Bowden
Editora: Galera Record
Páginas: 364
Ano: 2014
Classificação: 4/5
Confira a mais recente novelização inspirada na franquia de games Assassin’s Creed. Em Unity, o leitor é jogado mais uma vez em importantes acontecimentos históricos: desta vez, a Revolução Francesa. Arno Dorian, um francês nascido em Versalhes e criado, sem saber, por Templários, está em uma jornada por redenção que o levará até os Assassinos, onde descobre o chamado da sua vida.
E aí galera. Finalmente voltando com as resenhas, depois de um tempinho parado. Mas a parada foi por um bom motivo, já que estivemos preparando algumas ótimas novidades para o blog, assim como o sorteio de aniversário, que já está correndo com dois kits com livros sensacionais. Não percam a chance!

Pois bem, voltando ao assunto do post: resenha! O livro da vez é um que chegou de surpresa pra mim, pois não fazia ideia de que tinha ganhado esse livro, em uma data entre Dezembro do ano passado e Janeiro desse ano. E mais, sabem onde eu ganhei? No super mito chamado sorteio de cortesias do Skoob. Sim, agora vocês conhecem alguém que ganhou algo lá. Brincadeiras com esta ótima rede social à parte, o livro é “Assassin’s Creed Unity”, que eu nem estava com tanta vontade de ler, mas acabei lendo e foi uma grata surpresa. Vejam o porque no texto mais abaixo.


O livro conta praticamente a mesma história do jogo de mesmo nome, que por sinal foi muito criticado por seus problemas técnicos, mas que não deixou de ser bom. Apesar de ser a mesma história, no livro temos os acontecimentos narrados do ponto de vista de Élise de la Serre, enquanto no game jogamos com o personagem de Arno Dorian, que também aparece na obra literária, é claro. Do que se trata a história? Ela ocorre durante o conturbado período histórico francês conhecido como Revolução Francesa. Por trás disso tudo temos o eterno embate entre os Assassinos, dos quais Arno Dorian é um deles, e os Templários, onde Élise de la Serre, depois de alguns acontecimentos é nomeada como Grã-Mestre da ordem, sucedendo seu pai. Mas há um problema nisso tudo, Arno e Élise cresceram juntos e extremamente apaixonados um pelo outro. Até certo ponto da história, nenhum dos dois desconfiavam muito do que o outro tinha se tornado, apesar das suspeitas, conveniências e o quanto era óbvio o que eles se tornariam. Aliado a isso, alguns acontecimentos dentro da trama do livro, como um atentado à Élise e sua mãe, que ocorrem na infância da protagonista, que não são mostrados à fundo no jogo, dão pano para a história ser trabalhada corretamente, tomando esse acontecimento do passado da personagem como ponto de partida e temática principal da obra, até onde a narrativa das duas mídias se fundem e tudo ocorra exatamente como é mostrado no game. Sim, tudo! No game ocorre algo que me deixou um pouco triste e aqui acontece igualzinho, sem tirar nem por.

Vale dizer que o livro é contado todo em forma de diário, escritos por Élise. Há também alguns capítulos em que Arno aparece, claramente triste por alguma coisa, que não vou contar o que é. Mas bastam alguns capítulos dele, para que tenhamos uma noção do que ocorreu, caso você não tenha jogado ou visto vídeos de todo o game.

Os personagens são ótimos, realmente. Todos eles tem seu carisma, não são chatos e sempre estão contribuindo para a história, mesmo que minimamente. Élise é ótima personagem tanto no livro quanto no jogo. O autor conseguiu transmitir isso muito bem. E muito provavelmente ele esteve acompanhado o desenvolvimento de Unity para que captasse o que fosse possível da essências dos personagens. Arno é outro, muito bem descrito, apesar das poucas aparições. Em seus capítulos ele aparece somente em datas que são após o encerramento da história do game, então ele é retratado no livro exatamente como poderíamos imaginar ele após o fim de todos os acontecimentos lá, ainda assim, não deixa de aparecer em capítulos de Élise.

Outro personagem de destaque é o Sr. Weatherall, que é uma espécie de tutor de esgrima da protagonista, além de, após a morte do pai dela, (o que não é um spoiler tremendo, já que acontece ainda no começo do game, mesmo que aqui isso ainda demore um pouco mais) ele ser a figura paterna que fica faltando em sua vida. Ele é um personagem importante para a tomada de decisões que Élise tem que ter durante a trama, mesmo que muitas vezes ela não venha a obedecer ele e seus conselhos, além também de moldar a figura da personagem da protagonista, já que ele não deixa que ela caia ao fundo do poço em momentos em que isso era uma coisa propícia de se acontecer.


A escrita de Oliver Bowden é simples mas ágil e consegue prender mesmo aqueles que sabiam o que acontece na história do jogo, o que é o meu caso, mesmo não tendo jogado. Isso acontece principalmente por ele desenvolver a história de Élise que é pouco mostrada neste mais recente título da franquia da Ubisoft. Ele consegue trabalhar razoavelmente bem com a temática da Revolução Francesa, por mais que o livro não seja um exemplo de referência quando se trata de ficção história mesclada aos fatos históricos que aconteceram de fato. Ainda assim, esse acontecimento importante da história da França foi bem colocado dentro da trama, mas que foi melhor trabalhado no game, onde essa temática tem mais força do que no livro, em que ela se torna um subtema, ao meu ver pelo menos.

A edição da Galera Record está como a maioria de suas edições. As capas feitas pela editora são lindas, incluindo a de Assassin’s Creed Unity. O mesmo não se pode falar do miolo do livro, que, apesar de nas minhas lembranças nenhuma falha de revisão ter saltado aos olhos, o resto se torna até mesmo “sem graça”, já que fora a capa e o nome associado a uma franquia de sucesso, a edição não tem tantos atrativos para aqueles que querem uma beleza interior durante sua leitura. A maior falha da edição mesmo é a impressão fraca em uma boa parte das páginas, em que as letras ficam mais claras, o que é recorrente em várias outras obras e vez ou outra vemos alguns leitores falando sobre isso. Não peguei em livros mais recentes da editora para ver se isso ainda ocorre.

Recomendo a obra? Claro, mesmo que você não seja fã de Assassin’s Creed a história contada vale à pena e não é necessária a leitura dos livros lançados anteriormente para se entender o contexto de toda a narrativa. Como eu disse, o livro foi uma grata surpresa, não tem nada ruim, é simples, de leitura rápida e agradável.

É isso galera, essa foi a minha volta às resenhas. Aguardem que tem mais por vir, juntamente à muitas novidades no blog, principalmente no que se refere ao conteúdo. Fiquem ligados e até a próxima!

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