Lançamentos da Editora Rocco - Setembro de 2014


E ai Divagadores, tudo certo? Aqui estou eu em mais uma das minhas tarefas que estão atrasadas para o blog... Como o meu tempo anda sendo uma coisa rara dessa vez não vou dividir a postagem em duas partes, mesmo ficando longo vou trazer aqui todos os lançamentos da Rocco para esse mês, vamos conferir?


Livro: Legend
Série: Trilogia Legend
Autor: Marie Lu
Sinopse: Considerada pelo público e pela crítica internacional uma das melhores sagas de distopia já publicadas, a trilogia Legend, da chinesa radicada nos EUA Marie Lu, conquistou leitores de diversas partes do mundo. Ambientada na República, nação instalada numa região outrora conhecida como costa oeste dos Estados Unidos e que vive em guerra contra as Colônias, a série acompanha o romance improvável entre dois jovens de origens distintas numa realidade opressora.

Nascida em uma família de elite em um dos mais ricos setores da República, June é uma garota prodígio de 15 anos que está sendo preparada para o sucesso nos mais altos círculos militares da República. Nascido nas favelas, Day, de 15 anos, é o criminoso mais procurado do país; porém, suas motivações parecem não ser tão mal-intencionadas assim. De mundos diferentes, os dois não têm motivos para se cruzarem, até que o irmão de June é assassinado e Day se torna o principal suspeito. 

Presos num grande jogo de gato e rato, Day luta pela sobrevivência da sua família, enquanto June procura vingar a morte de Metias. Mas, em uma chocante reviravolta, os dois descobrem a verdade sobre o que realmente os uniu e sobre até onde seu país irá para manter seus segredos, numa trama de forte conteúdo político e repleta de ação, reviravoltas e romance.



Livro: Prodigy
Série: Trilogia Legend
Autor: Marie Lu
Sinopse: June e Day já estiveram em lados opostos uma vez. Mas, depois de descobrir as medidas extremas que o governo da República é capaz de adotar para proteger alguns segredos, agora os dois jovens têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as nações. Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles. 

Prodigy é o segundo volume da trilogia Legend, da chinesa radicada nos EUA Marie Lu, considerada pelo público e pela crítica internacional uma das melhores sagas de distopia já publicadas. Ambientada na República, nação instalada numa região outrora conhecida como costa oeste dos Estados Unidos e que vive em guerra contra as Colônias, a série acompanha o romance improvável entre dois jovens de origens distintas numa realidade opressora.



Livro: Champion
Série: Trilogia Legend
Autor: Marie Lu
Sinopse: Aguardado volume final da trilogia Legend, de Marie Lu, Champion apresenta um desfecho emocionante, digno da distopia best-seller do The New York Times. Publicada em mais de 24 países, a série é considerada por público e crítica uma das melhores do gênero, ao lado de outras como Jogos Vorazes e Divergente, e seus direitos de adaptação para o cinema foram vendidos para a CBS Films e a Temple Hill Entertainment, da saga Crepúsculo.Champion é lançado no mesmo momento em que a Rocco Jovens Leitores apresenta as reedições dos dois primeiros livros da trilogia: Legend e Prodigy.

A saga se passa em um futuro distópico, 2030 D.C., na República da América, região onde era – ou é hoje – a Costa Oeste dos Estados Unidos. Devastado por desastres naturais e em constante guerra contra seus vizinhos, as Colônias (atual Costa Leste dos EUA), o país tem no exército seu principal defensor e opressor. Retratos da autoridade máxima do país, o Primeiro Eleitor, estão em destaque em todas as residências e indivíduos suspeitos de agir contra o Estado são severamente punidos. É neste contexto que acontece o improvável encontro entre os jovens Day e June, o criminoso mais procurado do país e a menina-prodígio da República. Ao longo de Legend eProdigy, os dois vão lutar, cada um à sua maneira, em defesa do povo.

Em Champion, a República vive um novo momento. Day é agora herói nacional e garoto-propaganda do governo. June trabalha na privilegiada posição de Primeira Cidadã. Um acordo de paz com as Colônias parece iminente, mas a propagação de um vírus mortal na frente de batalha leva tudo por água abaixo e a ameaça de guerra volta a rondar as duas nações. June é a única que tem a chave para a defesa da República, mas salvar a vida de milhares de pessoas significa pedir a Day que abra mão de tudo o que lhe restou. A praga está acontecendo. O círculo está se fechando. 

As medidas extremas adotadas por governos, entre outras semelhanças da saga com distopias do mundo real, vão além das meras coincidências ou de elementos que podem ser comuns ao gênero. Chinesa radicada nos EUA aos cinco anos, a autora Marie Lu viu os tanques de guerra a caminho da Praça da Paz Celestial, que ficava a algumas quadras de sua casa, em 1989. O massacre inclusive serviu de inspiração para uma cena do primeiro livro,Legend. Com seu forte conteúdo político e uma trama repleta de reviravoltas, Champion promete repetir o sucesso dos primeiros livros da trilogia e conquistar o leitor brasileiro.



Livro: Eugênia e os robôs
Autor: Janaina Tokitaka
Sinopse: Eugênia é uma menina de 11 anos apaixonada por mecânica e elétrica e capaz de consertar qualquer aparelho eletrônico. Seu quarto, repleto de fios e outras traquitanas, parece mais um cenário de filme de ficção científica do que o mundinho cor-de-rosa de uma pré-adolescente! Cansada de tentar entender os seres humanos, que ela considera muito complicados, mas sentindo-se sozinha, Eugênia decide criar seus próprios amigos – companheiros, leais e... devidamente programados por ela. Mas será que esses seres previsíveis conseguirão substituir os amigos de carne e osso de quem Eugênia tanto sente falta, com suas atitudes e pensamentos por vezes indecifráveis? 




Livro: O império da necessidade
Autor: Greg Grandin
Sinopse: Em 20 de fevereiro de 1805, o capitão Amasa Delano localizou uma embarcação misteriosa perdida no mar revolto do Atlântico Sul. Navegador experiente, de família de pesqueiros da costa de Massachusetts, Delano decidiu ir até o veleiro sem bandeira para verificar se seus tripulantes precisavam de ajuda. Quando subiu a bordo do Tryal, o capitão nativo da Nova Inglaterra encontrou uma surpreendente mistura de africanos e marinheiros espanhóis e mulatos no navio comandado por Benito Cerreño.

Durante as mais de nove horas em que esteve no Tryal, ajudando a distribuir água e comida à tripulação, Amasa Delano estranhou a movimentação dos africanos em torno de Cerreño, mas demorou a suspeitar do óbvio. Liderados por um homem mais velho chamado Babo e por seu filho Mori, os rebeldes escravos haviam tomado o controle da embarcação, mantendo o capitão espanhol como seu refém.

As memórias de Amasa Delano, publicadas em 1817, são o ponto de partida para o historiador norte-americano Greg Grandin explorar o complexo e surpreendente comércio transatlântico de escravos, que transportou mais de 10 milhões de africanos para as Américas, entre os anos de 1514 e 1866. Especialista na história da América Central e Latina, Grandin revela, num texto instigante e envolvente, o choque de culturas, economias e religiões no Novo Mundo no início do século XIX.

A Declaração de Independência dos Estados Unidos, em 1776, e a Revolução Francesa, em 1789, inauguraram a Era da Liberdade, que paradoxalmente, também se demonstrou a Era da Escravidão. Afinal, como aponta Greg Grandin, a liberdade almejada pelos comerciantes também era justamente a liberdade de comprar e vender africanos cativos como bens, abastecendo os mercados das Américas.

Na época em que o capitão Amasa Delano encontrou o navio Tryal tomado pelos rebeldes africanos, havia uma explosão do tráfico de escravos no Novo Mundo, alastrada da Argentina ao Peru, que criava complexos e distintos cenários sociais. No mar, franceses e espanhóis trabalhavam ao lado de mulatos portugueses de pele escura e negros africanos e haitianos que serviam como marinheiros. Em terra, as metrópoles Espanha e Portugal não mantinham o controle efetivo da economia colonial. 

O notório encontro de Delano com o espanhol Benito Cerreño e os africanos Babo e Mori numa embarcação à deriva no Atlântico Sul expõe um fascinante conflito de civilizações, num contexto de febre de comércio de escravos. Apoiado em intensa pesquisa, o historiador Greg Grandin reconstrói minuciosamente um cotidiano que vai muito além dos estereótipos e do senso comum sobre a escravidão.



Livro: O cavalo de lata
Autor: Janice Steinberg
Sinopse: Elaine Greenstein tem 80 anos e está prestes a se mudar para um apartamento para idosos no Rancho Mañana, local que ela ironicamente chama de Rancho Sem Amanhã. No novo endereço, ela não terá espaço para muita mobília ou lembranças de sua longa vida como advogada. Por sorte, logo depois de tomar a decisão, a Universidade de Southern California pediu que Elaine doasse sua coleção de papéis para a biblioteca da instituição, e ainda colocou à disposição dela um aluno para ajudá-la.

Inicialmente, Elaine ficou com receio. Uma coisa era ceder material de sua carreira jurídica, outra era entregar papéis pessoais. A universidade queria tudo, guardados de sua infância, as cartas trocadas com o marido Paul quando ele se alistou na Segunda Guerra Mundial, desenhos feitos pelos filhos e até lembranças relacionadas à sua família judia fugida da Romênia.

Em meio aos pertences, havia duas caixas sem identificação, que deviam estar guardadas ali há mais de 30 anos. Além de cartas de família, Elaine identificou folhetos que remetiam à Bárbara, sua irmã gêmea que havia fugido de casa há mais de seis décadas. Elaine tentou evitar, mas junto aos folhetos derramou-se uma enxurrada de lembranças da infância em Boyle Heights, em Los Angeles, onde morava sua família vinda da Romênia.

Fazia muito tempo que Elaine estava em paz com o desaparecimento da irmã e já havia superado a necessidade de buscar informações sobre o paradeiro de Bárbara. Ela havia ficado no passado até aquele dia em que Joshua encontrou uma anotação sobre um possível novo nome adotado pela irmã: Kay Devereaux. De início, Elaine não aceitou a proposta de Joshua para pesquisar mais sobre o assunto, mas a curiosidade foi maior que o orgulho.

Entremeando a busca com memórias do passado, a autora Janice Steinberg insere o leitor no dia a dia da família Greenstein, especialmente durante as décadas de 1920 e 1930, nos anos que antecederam a fuga de Bárbara e foram decisivos para Elaine se tornar a mulher forte que viria a ser. A autora não deixa fios soltos e oferece ao leitor respostas para as muitas perguntas que vão surgindo ao longo da história tão bem montada.



Livro: Depois da fotografia
Série: Coleção Entrecríticas
Autor: Natália Brizuela
Sinopse: Depois da fotografia nada mais foi como antes. A fotografia se firmou como uma nova forma de ver o mundo que, no processo de documentá-lo e interpretá-lo, acabou transformando aquilo que registrava. Arte, literatura e todos os demais meios de expressão foram influenciados pela intermediação desta “película”, que se interpôs entre o real e a sua representação, como demonstra com brilhantismo Natalia Brizuela em seu envolvente ensaio, que chega aos leitores pela coleção Entrecríticas, organizada por Paloma Vidal.

A fotografia é um reflexo do real que alterou a forma de se refletir sobre o real. Antes de seu advento, o artista tinha a natureza como referência máxima e seu estudo direto como norma, a tal ponto que Leonardo da Vinci chega a fazer autópsias para conhecer o corpo humano de dentro para fora, em sua essência mais íntima e fundamental.

A partir da difusão cada vez mais intensa das imagens fotográficas, o artista passou a desdenhar a observação direta em favor da nova técnica, capaz de desvendar as dimensões microscópicas e revelar a imensidão do macrocosmo. E o universo da arte e da literatura passou a ser um imenso arquivo fotográfico ¾ uma espécie de “museu de tudo” ¾ em que o mundo se via resumido, sintetizado, revisto e idealizado. Em uma única palavra: magnificado.

O presente estudo de Natalia Brizuela se revela particularmente interessante pelo fato de concentrar o debate – sobre fotografia e literatura, fotografia e cultura – no âmbito latino-americano, normalmente esquecido pela miopia dos teóricos eurocêntricos. Assim, Natalia ressalta os exemplos riquíssimos de escritores como os mexicanos Mario Bellatin e Juan Rulfo (esse, também, um grande fotógrafo), o argentino Julio Cortázar (que influenciou toda uma geração de fotógrafos) e os brasileiros Bernardo Carvalho e Nuno Ramos (tão bom artista quanto bom escritor). Além de destacar a contribuição de artistas brasileiros como Hélio Oiticica, Rosângela Rennó, Cildo Meirelles, bem como do Caetano Veloso do movimento Tropicalista, que soube elaborar a fusão de todas as artes numa síntese antropofágica de rica latinidade.

Obra de muitos méritos, Depois da fotografia – Uma literatura fora de si, apresenta o interesse suplementar de ultrapassar o campo teórico para se firmar também como obra de pura criação. Um ensaio que se lê não como um romance e sim como uma obra de arte, como uma fotografia narrativa ou uma narrativa fotográfica.



Livro: Literatura e ética
Série: Coleção Entrecríticas
Autor: Diana Klinger
Sinopse: Em Literatura e ética – Da forma para a força, a professora doutora de Teoria da Literatura da Universidade Federal Fluminense Diana Klinger encontra um lugar agradável e sedutor para ouvir e investigar a distância - na verdade, o que há de intrínseco e conflituoso - entre a literatura e a vida. 

O caminho percorrido é autobiográfico e corajoso. Klinger parte dos próprios afetos e leituras para pensar o ato da escrita como político e segue incorporando a teoria, principalmente os filósofos Michel Foucault, Gilles Deleuze e Spinoza, para “procurar algo da ordem do inconstatável” na tensão ética e estética do fazer literário, pensando a questão do sentido na literatura e na sociedade contemporânea.

A linguagem fluida e vívida, potencializada pelos afetos, aproxima o leitor menos habituado aos textos acadêmicos, ao mesmo tempo que a profundidade da investigação intelectual conduz a leitura pelos questionamentos do fazer e do pensar literário contemporâneos.

A interioridade e o lugar do Eu no pensamento literário tomam lugar no texto de Klinger: “É o livro mais exposto que eu poderia escrever: resolvi me expor com toda a força, a fraqueza, a potência e a vulnerabilidade de meu próprio eu. Falo em nome próprio e falo de mim mesma.”

Procurando, na literatura e na vida, escutar com razão e sensibilidade o que o “acaso tem a dizer”, Klinger examina na escrita de Julio Cortázar, por exemplo, o conflito entre a (im)possibilidade de colocar uma distância entre presente e passado, ficção e real. Apesar da postura autônoma do escritor, para quem a literatura nunca foi uma extensão da posição política, mas um ideal de experimentação, Cortázar escrevia em continuidade com a vida. 

A autora também recorre ao lugar do “nativo” para pensar a escrita além da estética e da representação, mas como forma de estar no mundo, mais próximo da vida. Como sugere Foucault, em destaque da autora, a arte deveria partir da relação com os indivíduos, e não com os objetos. Nesta trilha, Klinger investiga o ato de linguagem e a tarefa política da escrita. “A escrita como um ritual que suspende o mundo para construir um outro território se aproxima da filosofia, não na sua tradição idealista e transcendentalista, e sim uma filosofia como exercício e prática da vida.”

Literatura e ética é um convite confesso ao deslumbre com a potência de vida na escrita.



Livro: Enquanto ela contava histórias
Autor: José El-jaick
Sinopse: Um médico brasileiro sufocado pelas exigências inerentes ao sucesso profissional. Um velho senhor de sangue árabe à beira da morte, mas de mente vivaz e arguta com um sonho a ser realizado. Uma mulher de beleza impressionante, um filho de 12 anos e um avô para tomar conta. Paulo Roberto Bassam ainda não sabe, mas sua vida está prestes a ser enredada não apenas por Tawfiq Ibn Al Bassam e Nádia Morán, mas por Shariar e Sherazade, os emblemáticos personagens de As mil e uma noites. 

O protagonista de Enquanto ela contava histórias, novo romance do médido e escritor fluminense José El-Jaick, nunca poderia imaginar que um artigo sobre o andaluz Averróis fosse causar tamanha reviravolta em sua vida. Nádia navegava aleatoriamente na internet, buscando por informações de pessoas com o sobrenome Bassam, quando se deparou com um texto assinado por um parente sobre aquele médico e filósofo espanhol admirado pelo avô. Ao saber, Tawfiq não teve dúvidas, era um sinal. Um plano começou então a ser traçado pelos “parentes” espanhóis de Paulo Roberto.

Era um final de expediente quando o médico abriu o inusitado e-mail de Nádia. Passou os olhos pela mensagem sem acreditar muito no que estava lendo. Então tinha parentes em Granada? Para completar, eles o estavam convidando para passar o ano-novo na Espanha com a passagem paga e tudo? Mesmo achando aquilo inesperado e absurdo, Paulo Roberto considerou que o e-mail era até oportuno. Viajar, deixar de lado a pressão do dia a dia, só poderia lhe fazer bem.

Dias depois, batia os olhos na moça bela, mas de poucos sorrisos, que atendia na loja de Tawfiq. Nádia tocava a loja de quinquilharias enquanto ficava de olho no filho Juan. O avô estava há muito debilitado. Passava o dia fumando, fechado no apartamento do andar de cima. Paulo Roberto sentiu-se desconfortável quando soube a razão do convite: Tawfiq dizia guardar, em uma mala embaixo da cama, manuscritos que narravam os acontecimentos por trás da história de As mil e uma noites. 

A trajetória de Shariar até conhecer Sherazade, assim como a dos familiares e amigos das vítimas do sultão, estaria descrita nos cadernos repletos de garranchos. O material havia sido vendido fazia muito tempo ao tetravô de Tawfiq. A tradução, porém, havia sido realizada havia poucas décadas, quando o comerciante espanhol conseguiu convencer dois amigos a arcar com as despesas. Cada um deles havia ficado com uma parte dos manuscritos traduzidos. Tawfiq tinha ficado com o primeiro lote.

O desafio proposto a Paulo Roberto incluía não apenas ajudar na publicação, mas correr atrás das partes que estavam faltando. Entram em cena então não apenas Shariar e o Vizir de As mil e uma noites, mas os moradores da cidade onde tudo se passou, os parentes das meninas escolhidas para desposar o poderoso sultão e, claro, Sherazade, com seu plano para evitar que novas virgens sejam condenadas pela raiva de Shariar.



Livro: Minha vida sem banho
Autor: Bernardo Ajzenberg
Sinopse: Uma rotina apática, sem brilho: um trabalho burocrático, horas de procrastinação à frente da TV ou navegando pela internet, diversão beirando o zero, atividade física nula, vida social inexistente e nenhum amigo. O único ponto fora da curva, sua namorada, está a milhares de quilômetros de distância, a trabalho, em Manaus. Frente a essa realidade entediante, um boiler queimado no inverno e a perspectiva de uma ducha gelada tornam a dispensa do banho não só um evento para Célio Soihet Waisman, mas um verdadeiro “Projeto”. Eis a premissa do desconcertante Minha vida sem banho, novo romance do prestigiado escritor, tradutor e jornalista Bernardo Ajzenberg.

Tendo São Paulo como pano de fundo — marginal Pinheiros, rodovia Castelo Branco, Butantã, rodovia Fernão Dias, rua da Consolação, Hospital Albert Einstein, rua Augusta, PUC, USP, avenida São João —, o autor criou uma trama enovelada por fios distintos em que são identificados elementos recorrentes em suas obras: protagonistas em crise, família fragmentada, hipocrisia, relações afetivas em xeque, solidão, raízes judaicas, as vivências e molduras decorrentes de uma geração que cresceu sob a ditadura militar brasileira. Todos os temas entrelaçados num trabalho de ourivesaria pelo apreço em investigar a psicologia humana.

Gersh, Janete, Wilson, Vilma, Flora, Alzira, Marcos, Mercedes, Débora, Beatriz, Rogério, Esmeralda, Agnelo, Nélida, Danda, Antonio. Uma fauna extensa de personagens a serviço de uma história — ou várias histórias, umas dentro de outras — para desvendar quem é Célio, funcionário de um instituto de cunho ambientalista, resumidamente, e que, de uma hora para outra, tomado pelo enfado, resolve parar de tomar banho.

Lançando mão de uma narrativa de fragmentos anacrônicos, Ajzenberg desenvolve o romance a partir de três vozes íntimas e ao mesmo tempo distantes. O relato pessoal de Célio sobre sua “vida sem banho” e as implicações diretas dessa pretensa decisão ecológica, mas nada higienista. As mensagens das cartas e e-mails de Débora, sua namorada, durante o período em Manaus, variando da histeria e insegurança às declarações de amor e o desejo de ter um filho com ele. E as recordações (e confissões reveladoras) anotadas por Marcos Wiesen em um caderno sobre a trajetória do casal Wilson Waisman e Flora Soihet, pais de Célio, em torno de cujas vidas orbitou a sua.

Débora e Marcos enriquecem a história do protagonista e são peças-chave em sua jornada de autoconhecimento. Afinal, com perspicaz ironia, o autor usa a ausência de banho como metáfora para a falta de metas, propósitos, desejos e ações de Célio. E mostra como as pequenas decisões cotidianas, em meio a eventos históricos conturbados, podem ter impactos devastadores na vida de cada de um.



Livro: O evangelho de sangue
Série: A Ordem dos Sanguíneos
Autor: James Rollins & Rebecca Cantrell
Sinopse: Ação non-stop e suspense: eis os elementos que compõem um thriller de tirar o fôlego e fazer o leitor ansiar pelo próximo capítulo. Soma-se a isso o universo dos seres de caninos alongados e sede de sangue, com os dogmas e mistérios da fé revisitados e colocados em xeque — numa surpreendente mistura de Entrevista com o vampirocom O Código Da Vinci. O sobrenatural e a religião, enredados em mistério e aventura, são o mote do eletrizanteO evangelho de sangue, primeiro volume da série A Ordem dos Sanguíneos, escrito por James Rollins e Rebecca Cantrell.
Autores de vários best-sellers da prestigiosa lista do The New York Times, a dupla combina seus talentos — ele, a habilidade em elaborar cenas de ação que fisgam o leitor em definitivo; ela, a perícia em (re)criar e descrever atmosferas históricas; ambos, a inclinação pelo insondável, pelo quê de bruma e esfinge — neste romance gótico sobre vampiros (e outros seres sobrenaturais), uma ordem ancestral e a caça a um livro milagroso, há muito perdido, uma lenda para a maioria.

Na trama, um estranho terremoto destrói um dos locais mais visitados em Israel: Massada, a última fortaleza da resistência judaica, construída sobre um planalto escarpado, de penhascos íngremes e de difícil acesso, onde o povo judeu foi sitiado pelo numeroso exército romano há quase dois mil anos. Além de matar centenas de pessoas, o tremor revela um túmulo enterrado no coração desse sítio arqueológico e um grupo de pesquisadores é convocado para explorar tal descoberta macabra.

A Dra. Erin Granger, uma brilhante arqueóloga, é afastada da escavação que chefiava em Cesareia, Israel, e de seus alunos, para se juntar ao misterioso padre Rhun Korza e a uma pequena força militar dos EUA, liderada pelo sargento Jordan Stone, nessa improvável expedição pela inexpugnável fortaleza de segredos seculares.

O templo subterrâneo revelado pelo terremoto encerra uma cena chocante e brutal: uma menina atravessada e presa à parede por setas de pratas disparadas por bestas, morta há algumas décadas, mas com vestes que remontavam à queda de Massada. Antes, porém, que os pesquisadores pudessem analisar o entorno, a câmara mortuária é atacada por strigois, criaturas selvagens e ferais, sem alma, nascidos de assassinatos e derramamentos de sangue, e que hoje chamamos de vampiros.

Sobreviventes do violento ataque, a arqueóloga Granger e o sargento Stone acabam conhecendo a verdadeira natureza e o quê de sombrio e extravagante do padre Korza — um servo de Deus, a serviço da Santa Sé, sim, no entanto, treinado para lutar contra a “praga” vampírica strigoi. Em outras palavras, um sanguinista, membro de uma antiga ordem secreta do Vaticano, composta por sacerdotes protegidos pelo sangue de Jesus Cristo, o vinho transubstanciado.

Assim, o trio é lançado numa corrida para recuperar o lendário artefato que fora preservado no sarcófago, mas que desapareceu — um livro escrito pela mão de Cristo: o Evangelho de Sangue. Maléficos, astutos e implacáveis, osstrigois também estão atrás do livro, ambicionando forjar um novo e obscuro mundo em nome de seu líder. E, para tanto, não medirão esforços — e muito menos vidas. Pecado é deixar de ler este thriller gótico. Sangue, suspense e ação em alta voltagem.



Livro: Em uma pessoa só
Autor: John Irving
Sinopse: Billy é um menino diferente: sua sexualidade sempre incluiu o gosto pelo masculino e o feminino e todo o espectro entre os dois gêneros. Um dos protagonistas mais atormentados e apaixonantes de John Irving, Billy cresce ciente de que as diferenças – sexuais, de opinião ou de raça, pouco importam – são tão definidoras quanto as semelhanças.

Nascido e criado em uma pequena cidade dos Estados Unidos, Billy sabe que seu desejo sexual pode chocar a conservadora sociedade local. Ainda assim, ele viveria ao longo de sua vida aventuras que lhe abririam a mente para o sexo e o amor. A começar pela misteriosa bibliotecária Srta. Frost, por quem nutria uma forte paixão.

“Nós somos formados pelo que desejamos”, diz no primeiro parágrafo de Em uma só pessoa, do norte-americano John Irving. Os anseios sexuais de Billy ultrapassaram os limites de gênero. Além da Srta. Frost, Billy também deseja Jacques Kittredge, o belo campeão de luta livre de sua escola. Antes disso, ele já se fascinava com o avô, Harry Marshall, que fazia parte de um grupo de teatro amador local e costumava interpretar com propriedade os papéis femininos.

Em uma só pessoa também reflete o cenário social norte-americano que tenta lidar com a “questão” homossexual: a discriminação em todos os seus matizes, da moral à violência física, que persiste da infância do personagem até os dias de hoje, com Billy já na meia-idade. A AIDS e o impacto da epidemia no meio homossexual no qual a doença expôs, por meio de suas chagas visíveis e mortais, aqueles que também ocultavam sua orientação.

No romance de John Irving, as nascidas mulheres são fracas, inofensivas, loucas e controladoras. As melhores e mais poderosas expressões do feminino estão justamente transcendidas, alojadas em corpos masculinos. Uma amostra da capacidade do ser humano de ir além do aparato biológico, de amar de todas as formas e em todas as suas formas.



Livro: A caixa dos perigos
Autor: Blue Balliett
Sinopse: “Quem sou eu?” Esse é o desafio proposto aos leitores no novo livro de Blue Balliett, autora do aclamado mistério juvenil Procurando Vermeer, lançado pela Editora Rocco em 2006 e pelo qual ela recebeu o prêmio Edgar Allan Poe na categoria juvenil. Em A Caixa dos Perigos, Balliett retorna com outra intrigante trama que reúne ação, mistério e ciência.
Numa pequena cidade do estado de Michigan, nos Estados Unidos, um garoto curioso e inteligente acaba envolvido num caso de polícia. Zoomy é um segredo – uma criança deixada na porta da casa de seus avós e que nunca conheceu a mãe. Quando o pai aparece, traz com ele um carro roubado, uma caixa com um caderno misterioso e um homem disposto a fazer qualquer coisa para recuperar esse caderno.

O que Zoomy não sabe – nem a polícia local – é que, nesse pequeno caderno, escritas com letras pouco compreensíveis, estão as anotações de uma ideia que, há mais de 150 anos, mudaram a forma com que a vida na Terra era compreendida. Graças ao poder de observação de Zoomy, desenvolvido ao longo dos anos por uma tendência à obsessão e pela quase cegueira do menino, que o obriga a tentar enxergar a vida nos mínimos detalhes, ele descobre do que se trata o manuscrito.

Ele lê o que ele pode e anota as palavras-chave, como "Galápagos", "Lima", "mina de sal", "terremoto" e "Beagle". Zoomy não conta a ninguém sobre suas descobertas, mas, com a ajuda de uma amiga, Lorrol, ele pesquisa sobre a vida de quem suspeita ser o dono das anotações e distribui pela cidade um jornal gratuito com pistas sobre esse homem: a “Gazeta Gas”. À medida que Zoomy e Lorrol desvendam os mistérios que envolvem o caderno desaparecido, o leitor divide com eles a posição de protagonista da história.

Com A Caixa de Perigos, Blue Balliett constrói, mais uma vez, um mistério envolvente, divertido e inteligente para o público infantojuvenil. Como a própria autora avisa no início do livro: “Todo livro é uma caixa de ideias. Todo livro que compartilha segredos é uma caixa dos perigos”.



E então, o que acharam dos lançamentos da Rocco para esse mês? Eu particularmente adorei saber que a trilogia Legend foi publicada toda de uma vez, porque eu fico imensamente irritada e ansiosa quando quero ler uma coisa e ela não tem continuação... Vocês não tem noção da dor que ando sentindo com a demora de George R. R. Martin na publicação da continuação de As Crônicas de Gelo e Fogo. O Evangelho de Sangue foi outro livro que me interessou bastante. E então, quais desses livros vocês estão ansiosos para ler?

Beijinhos e até a próxima.

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