Lançamentos da Editora Rocco - Agosto de 2014 - Parte 1

Olha eu aqui trazendo os lançamentos da Editora Rocco mais uma vez minha gente... E nossa, tem tanta coisa, mas tanta coisa que da até pra se perder. É incrível a quantidade de publicações deles atualmente, não é mesmo? Como é muita coisa vou manter o mesmo esquema do mês passado pra ninguém ficar com os olhos cansados e dividir a postagem dos lançamentos em duas... Chega de blá, blá, blá e vamos ao que interessa.



Nome: Começo, meio e fim
Autor: Frei Betto
Ilustração: Vanessa Prezoto

Sinopse: Como abordar um tema habitual como feijão com arroz, mas amargo feito jiló? Como explicar para uma criança, com a leveza de um saco de pipoca doce, sobre a finitude do ser humano? Como falar sobre morte com o acalento de um chocolate quente num dia de frio? É o que faz Frei Betto — autor consagrado, vencedor de dois prêmios Jabuti, com mais de cinquenta livros publicados no Brasil e no exterior — em Começo, meio e fim, seu primeiro infantil publicado pela Rocco Pequenos Leitores.

Ilustrado pela artista Vanessa Prezoto com a delicadeza de um suspiro, o título conta a história de uma simpática e esperta menina que associa pessoas e todo tipo de coisa à comida. Assim, o semblante de seu pai é de maçã caramelada, o domingo tem cara de algodão-doce e o rosto de sua avó lembra bolo de chocolate, por exemplo.

Contudo, numa visita à casa dos avós no domingo, tão tradicional e feliz quanto macarronada na Itália, as feições de sua avó estavam mais para farinha crua do que para chocolate. Vovô estava doente e todos estavam tristes, com cara de bolo solado. Acamado, mas cheio de sabedoria e carinho, como um sonho recheado de doce de leite, o velhinho ensina à sua neta sobre o ciclo da vida — começo, meio e fim — e a inevitabilidade da morte. Tudo e todos têm fim, como um prato que enchemos de comida, comemos e depois fica vazio.

Sem dogmas, Frei Betto fala aos pequenos leitores de um tema difícil e de sabor amargo como a morte, com zelo e ternura, que tornam essa despedida pela qual todos passaremos em algo minimamente palatável. Uma lição sobre vida, amor e fé em que trocamos a dor da perda pela alegria das lembranças. Saudade com gosto de afeto.



Nome: Lealdade a si próprio
Autor: Paulo Valente

Sinopse: Os dois conflitos mundiais que abalaram o século XX estão na ordem do dia, em virtude do centenário do início da Primeira Grande Guerra e do septuagésimo aniversário do Desembarque da Normandia (o Dia D), em 6 de junho de 1944 – evento considerado o momento de virada da Segunda Grande Guerra em favor das Forças Aliadas. Visando a um só tempo evocar o aniversário do Dia D e antecipar as comemorações dos setenta anos do fim da Segunda Guerra Mundial, no próximo ano, Paulo Valente lança agora o romance histórico Lealdade a si próprio

Entremeando astuciosamente ficção e fatos históricos ¾ em particular o torpedeamento de navios mercantes brasileiros pelos submarinos alemães e italianos ¾, Paulo Valente constrói uma narrativa envolvente em torno do dilema dos filhos dos imigrantes dos países integrantes do Eixo radicados no Brasil. Isso porque, quer fossem eles nascidos em nosso país ou trazidos ainda crianças por suas famílias, se confrontaram com um difícil dilema: apoiar o país de origem de seus antepassados ou optar pelo Brasil, que tão bem lhes acolhera, oferecendo-lhes uma nova e segura perspectiva de vida? Uma escolha crucial, definitiva e, em muitos casos, mortal.

Como ser leal a si próprio sem ser desleal em relação aos outros? Esse é o impasse fundamental dos personagens do livro de Paulo Valente. Isso porque ao manter fidelidade à terra dos seus ancestrais, os brasileiros de origem alemã, italiana e japonesa, estariam automaticamente traindo a própria terra natal (no caso dos aqui nascidos) ou a nova terra escolhida (no caso dos emigrados). Ao passo que aqueles que apoiaram o Brasil, em particular aqueles que ingressaram no Exército brasileiro e tomaram parte ativa no conflito, tiveram em muitos casos que lutar contra seus compatriotas, ou em certos casos, contra conterrâneos ou até mesmo parentes.

Lealdade a si próprio aborda também o dilema vivido pelo próprio governo brasileiro no início da década de 1940: manter-se absolutamente neutro até o fim do conflito (como foi a posição oficial inicial), ou optar pelas forças do Eixo (como tudo parecia indicar) ou, ao contrário, pelos Aliados (como acabou ocorrendo)? E, chegando até os dias de hoje, o livro focaliza desdobramentos da Segunda Guerra Mundial que continuam a ocorrer em virtude de feridas ainda abertas e questões mal resolvidas que perpetuam inimizades antigas.



Livro: Skagboys
Autor: Irvine Welsh
Sinopse: Skagboys é o oitavo romance do autor escocês Irvine Welsh. A obra encerra a trilogia iniciada por Trainspotting, que rendeu a Welsh uma posição de destaque na literatura britânica contemporânea, e completada por Pornô, todos publicados pela Rocco. Os livros acompanham a escalada do vício em heroína e suas consequências sobre as vidas de Mark Ranton, Sick Boy e sua turma de amigos.

Embora tenha sido escrito quase duas décadas após Trainspotting, Skagboys situa-se cronologicamente como o primeiro livro da trilogia. É nele que ocorre o primeiro contato dos protagonistas com o mundo das drogas pesadas, e a construção cuidadosa da obra de Welsh permite ao leitor compreender de maneira minuciosa a influência do contexto social escocês da década de 1970 sobre os atos dos personagens.

O romance se desenrola no Leith, distrito de operários localizado no norte de Edimburgo, a capital escocesa. Após a ascensão do Partido Conservador no Reino Unido com a eleição de Margareth Thatcher, os índices de desemprego dispararam em toda a Escócia, e uma geração recém-saída do ensino básico se vê sem opções de trabalho e qualquer dinheiro no bolso, mas com muito tempo livre. A turma de Mark Ranton não é exceção: seu grupo de amigos ocupa os dias tomando cerveja nos pubs, usando drogas de todos os tipos e se envolvendo em esquemas ilícitos na sua área e nos bairros vizinhos.

Talvez o maior trunfo de Skagboys seja sua capacidade de mostrar de maneira natural como um grupo de jovens proveniente de famílias típicas de classe média baixa acaba se transformando em grupo de junkies perigosos. Página após página, vemos como as mortes de familiares, as frustrações amorosas, as demissões e a ausência de perspectivas os levam a se envolver com tráfico de drogas, esquemas de contrabando, esfaqueamentos, roubos e prostituição de menores.

Tal naturalidade se torna possível graças ao ritmo gradual adotado por Welsh nas quase 600 páginas que compõem o romance. Apesar de sua grande extensão, Skagboys tem sua fluidez garantida pelo trabalho de linguagem ao mesmo tempo cuidadoso e coloquial realizado pelo autor, que explora as gírias e maneirismos das diferentes áreas de Edimburgo. Essa variedade foi reconstruída com grande êxito na tradução de Daniel Pellizzari e Daniel Galera.

Skagboys é leitura obrigatória para todos os fãs de Trainspotting e Pornô, mas, assim como os outros dois títulos, também funciona perfeitamente de maneira autônoma. É a melhor porta de entrada para a trilogia que, ao mostrar o pior viés possível do clichê “sexo, drogas e rock’n’roll”, revela como a farra e a diversão também podem ser uma forma de desespero.



Livro: O adeus à Europa
Autor: Olivier Compagnon

Sinopse: No aniversário de 100 anos do início da Primeira Guerra Mundial, a Editora Rocco apresenta um inédito e brilhante estudo sobre o impacto do conflito na América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina. Escrito pelo historiador francês Olivier Compagnon, professor da Universidade Sorbonne-Nouvelle, o livro explica como a Grande Guerra foi um divisor de águas nas relações entre o Velho e o Novo Continente.

Inspiração para as elites das jovens nações americanas no século XIX, a Europa deixa de ser um exemplo de civilização após os conflitos iniciados com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando da Áustria, em 28 de julho de 1914. Neste vácuo, argumenta Olivier Compagnon, é que a busca por uma identidade nacional ganha força, distanciando políticos e intelectuais de suas matrizes europeias. O nacionalismo político e cultural ganha força na América Latina após o armistício de novembro de 1918 e os Estados Unidos passam a ser um ator político fundamental na região.

A tese defendida por Olivier Compagnon propõe uma nova reflexão sobre a geografia da Primeira Guerra Mundial, rompendo com a historiografia tradicional que não valoriza a sua importância para os países ao sul dos Estados Unidos. Mesmo que não tenha sido palco dos sangrentos combates entre os Aliados e a Tríplice Aliança, a América Latina não permaneceu isolada e indiferente ao conflito.

Valendo-se das fontes mais surpreendentes e variadas, como romances, ensaios, canções, poemas e manifestos da época, o historiador francês demonstra como a primeira guerra global mexeu com o imaginário nacional e impactou a vida política e cultural do Brasil e da Argentina, que foram desafiados a sair de sua posição de neutralidade e apoiar os aliados de Grã-Bretanha, França, Rússia e Estados Unidos ou o grupo de países liderados por Alemanha e Império Austro-Húngaro.

Pressionado por Washington, o Brasil foi o único país latino-americano a enviar tropas para reforçar os Aliados na Europa, já no fim da Grande Guerra, com uma missão naval nas costas africanas, uma missão em apoio às forças aéreas britânicas e uma missão médica na França. As pesquisas revelam, no entanto, que o impacto do conflito se estendeu por toda a América, marcando uma virada identitária em suas sociedades.

A mudança de paradigma e a efervescência dos debates intelectuais na América Latina propiciaram o surgimento de um nacionalismo político e cultural que ganharia legitimidade e representatividade no processo de modernização das sociedades no período entre a Primeira e a Segunda Guerra Mundial. Uma nova ordem nas relações internacionais reconfigurou-se sob a égide dos Estados Unidos.



Livro: Onze anéis - A alma do sucesso
Autor: Phil Jackson

Sinopse: O anel de campeão é o símbolo máximo da NBA. Na liga norte-americana de basquete, a conquista do anel representa chegar ao topo de um dos espaços mais competitivos do mundo. E um homem pode dizer que é o maior vitorioso da história da NBA: Phil Jackson. Toda essa trajetória é narrada agora no livro Onze anéis – A alma do sucesso, que documenta como Jackson construiu times inesquecíveis (Chicago Bulls dos anos 90 e Los Angeles Lakers dos anos 2000), liderou mitos do basquete como Michael Jordan ou Kobe Bryant e construiu sua carreira no esporte como um técnico vencedor e um líder metódico, conquistando inacreditáveis 11 anéis de campeão. É bem verdade que Phil pode gabar-se de, na verdade, ter conquistado 13 anéis, já que vencera outros dois como jogador dos New York Knicks nos anos 70.
Contando com a colaboração do jornalista e escritor Hugh Delehanty, que já o acompanhara no bestsellerCestas sagradas, que ganha reimpressões sucessivas desde que foi publicado pela Rocco, em 2001, Phil Jackson constrói um guia perfeito para quem se interessa pela arte de liderar grupos de trabalho, mostrando como a gestão do esporte é um bom resumo do comportamento humano em um ambiente competitivo e dinâmico. Phil destaca a importância do chamado “momento presente”, técnica de focar na tarefa a ser realizada, que descobriu enquanto estudava a meditação budista e que trouxe resultados práticos para o cotidiano de seus comandados, como o aumento do poder de concentração e a capacidade de tomar decisões rápidas em situações de profunda tensão. Ao comparar estágios de equipes de trabalho aos estágios de organizações tribais, o autor demonstra como é fundamental entender a importância do conjunto, que só é vitorioso quando os integrantes superam o processo de autoafirmação e se entregam à realização coletiva de um objetivo maior.

O livro destrincha seu processo de trabalho e conta em detalhes todas as trajetórias vitoriosas à frente dos Chicago Bulls e dos Los Angeles Lakers. Documenta também a convivência com estrelas problemáticas como Dennis Rodman, a gestão de um esporte que movimenta quantias milionárias, além de sua trajetória como jogador dos Knicks e como um período sabático (em decorrência de uma contusão) foi fundamental para o seu contato com a meditação e as questões espirituais que posteriormente seriam um ponto chave no gerenciamento de suas equipes.

Em Onze anéis – A alma do sucesso, Phil Jackson mostra como um homem obstinado e gentil pode conduzir grandes astros à vitória, sem impor seus dogmas ou esquemas rígidos de treinamento, acreditando apenas na força do trabalho em equipe e na vontade de superar limites e transpor dificuldades. Assim Phil Jackson escreveu a história.



Livro: Nadando de volta pra casa
Autor: Deborah Levy

Sinopse: Finalista do Man Booker Prize e eleito livro do ano pelo New York Times Book Review, Nadando de volta para casa, da britânica Deborah Levy, revela como os segredos mais devastadores são aqueles guardados de nós mesmos. Comparada à Virginia Woolf de Mrs. Dalloway pelo jornal The Independent, por construir uma trama elíptica e perturbadora, o livro relata o que seria a idílica viagem de um poeta britânico à Riviera Francesa, com amigos e família, até uma enigmática jovem aparecer nua, na piscina da casa. Por que ela está lá? O que ela quer de todos? Nadando de volta para casa colecionou resenhas estreladas dos principais jornais britânicos e norte-americanos.

Kitty Finch é uma jovem submetida a tratamentos psiquiátricos severos, contra sua vontade, e necessita de remédios antidepressivos para se manter saudável. Incomodada com a sensação de anestesia, ela abandona a medicação para poder “sentir” melhor as emoções. Kitty se autointitula botânica, colhe plantas e flores e demonstra certo conhecimento nessa ciência. Psicologicamente perturbada, Kitty Finch persegue Joe, seu autor favorito, com a intenção de lhe entregar um poema de sua autoria, no qual ela se declara e pede ajuda ao poeta. Toda a narrativa dança em torno do tenso momento em que Joe expõe sua opinião sobre a obra da jovem e cede aos seus encantos, levando a história a um desfecho surpreendente.

Com uma narrativa inovadora, Levy consegue analisar em profundidade os anseios e as frustrações dos seus personagens, levando o leitor a uma sensação de intimidade e pertencimento em relação à história. O enredo nos convida a esmiuçar os devaneios alucinados de Kitty sobre Joe, a lógica e a frieza de Isabel, que não vê mais esperança em seu casamento com o escritor, e as incertezas e o desânimo que abalam essas relações. Nadando de volta para casa é, antes de qualquer coisa, uma trama sobre relacionamentos frágeis, delicados e mal resolvidos.

Autora consagrada de vários gêneros de literatura, Deborah Levy consegue transmitir emoções verdadeiras por meio de suas histórias, explorando aspectos psicológicos e temas universalmente humanos como amor, abandono, medo e frustração. Em Nadando de volta para casa, entra em foco a discussão sobre normalidade do cotidiano e a maneira como os padrões sociais aprisionam as pessoas. Os preceitos, as convenções e os costumes são varridos pela liberdade desequilibrada de Kitty e demonstra o quanto estamos sufocados dentro de nós mesmos e não nos permitimos dar voz às nossas vontades e, por que não, às nossas loucuras.



Livro: A loura de olhos negros
Autor: Benjamin Black

Sinopse: O leitor vai matar saudade. Philip Marlowe, um dos maiores detetives da história da literatura policial, está de volta. E, melhor ainda, do mesmo jeito que deixou as páginas do romance Playback, publicado em 1958, o sétimo e o último que o escritor americano Raymond Chandler escreveu com o mesmo personagem. Ressuscitado em A loura de olhos negros, lançamento da editora Rocco, ele continua um sentimental e um solitário, espécie de “cavaleiro andante” moderno, a bordo de um velho Chrysler que cruza as ruas de Los Angeles, cidade infestada de chantagistas, mexicanos brutais, policiais corruptos, políticos escroques, magnatas da imprensa, traficantes, toxicômanos, ninfomaníacas, gigolôs, aspirantes a estrelas e astros de Hollywood.

O irlandês John Banville, sempre presente nas listas dos candidatos ao Prêmio Nobel, foi o escolhido pelos herdeiros de Raymond Chandler para escrever a nova aventura do detetive particular que sempre cobra 25 dólares por dia, mais despesas. Na verdade, quem assina o livro é Benjamin Black, pseudônimo do qual Banville se utiliza nos romances policiais protagonizados pelo patologista Garret Quirke – dois deles, O pecado de Christine e O Cisne de Prata, já lançados no Brasil pela Rocco.

Quando tem início a ação de A loura de olhos negros (título que o próprio Chandler mantinha em seus arquivos para futuras obras), encontramos Philip Marlowe vivendo uma situação velha conhecida, entediado, à espera de um cliente: “Era uma dessas terças-feiras de verão, quando você se pergunta se a Terra parou de girar. O telefone em minha escrivaninha tinha o ar de algo que sabe que está sendo observado. Carros passavam a conta-gotas na rua abaixo da janela poeirenta do meu escritório, e alguns dos bons cidadãos de nossa bela cidade caminhavam vagarosamente ao longo da calçada, os homens de chapéus, em sua grande maioria, indo a lugar nenhum.”

Eis que o detetive avista uma mulher, de longas pernas, usando um pequeno chapéu e um casaco elegante, que olha à esquerda e à direita antes de atravessar a rua, muito compenetrada. Marlowe imagina que ela deve ter sido “uma menina muito boazinha quando era pequena” e, neste momento, sabemos que a mulher irá bater na porta do escritório e as engrenagens do mistério vão começar a rodar. Clare Cavendish, rica herdeira de uma fábrica de perfumes, contrata o detetive para encontrar o antigo amante, um boa-vida chamado Nico Peterson, que sumiu de circulação aparentemente sem deixar rastro.

John Banville/Benjamin Black consegue uma façanha: recuperar não apenas o charme do estilo de Chandler – cujo detetive é mais rápido com as palavras do que com o gatilho do revólver – como também o clima opressivo de Bay City (nome pelo qual a cidade de Santa Monica é retratada nos livros) no fim dos anos 1950. Recriação de alto nível, A loura de olhos negros devolve ao leitor um Philip Marlowe ainda mais complexo e misterioso que o original, um homem ferido de amor, mas inflexível em sua busca da verdade e da justiça.



Livro: O outro lado da sombra
Autor: Mariana Portella

Sinopse: Um sujeito inseguro, ansioso e um tanto depressivo. Seus dois únicos prazeres na vida: a música e a literatura. Assim é Soren, o protagonista e narrador de O outro lado da sombra, romance de estreia da carioca Mariana Portella.

Através de uma trama envolvente, a autora descreve de forma objetiva as angústias de um protagonista que não desiste de se encontrar. Nem mesmo quando o destino não colabora. Desacreditado desde a infância até mesmo pela própria mãe, Eleonora, “você não é normal”, era uma de suas frases mais frequentes, Soren nunca soube o significado de felicidade.

Órfão de pai, após um acidente aéreo, quando ainda era criança, Soren viveu grande parte da vida à sombra de uma mãe paranoica, e ao lado do irmão, Carlo, um típico garoto-problema, que foge de casa na adolescência sem deixar vestígios. Ex-estudante do Conservatório de música de Roma, é do tipo com poucos amigos e tem em Fred, um estudioso de Filosofia, como seu único confidente.

No campo amoroso, a sorte também não está ao lado de Soren. Tanto que a paixão platônica por Laura, amiga desde a infância, é cultivada há anos, mas a jornalista nutre apenas uma amizade despretensiosa por ele. Até descobrir anos mais tarde que a rejeição, mesmo involuntária, é difícil de ser aceita quando se vira contra nós.

“... A vida, não se pode explicar, prever, nem compreender, só se pode mesmo é viver.” Mas Soren resolve dar um basta na situação. Parte para uma viagem a Dublin em busca de autoconhecimento, reflexão e de pôr fim a uma constante angústia, que o acompanha há tempos. Só que nada sai conforme planejado...

Logo que chega à cidade é surpreendido pela presença de um ladrão em seu quarto. Depois de uma intensa luta corporal, os dois despencam do alto de uma janela. Resultado: Soren permanece em coma por um mês.

E, quando acorda, descobre aos poucos que viveu uma experiência de quase-morte. Tenta decifrar os “sinais” que a vida envia a todo momento e finalmente encontra o amor e a paz interior a que tanto almejava, num desfecho surpreendente.



É isso ai pessoal, vou ficando por aqui e em breve trago os demais lançamentos da Rocco para esse mês.

Beijinhos e até a próxima.

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3 comentários ♥

  1. Suuper lançamentos, quero muito ler Skagboys, parece ser muito bom !

    Bjoos Miih

    bookscoffeeandcupcakes.blogspot.com.br

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  2. Oi Gi!

    Amo os lançamentos da Rocco! Eles tem uma qualidade incrível em relação aos livros. Já em relação aos preços hahahaha Geralmente, nunca compro nada, só espero ganhar mesmo. Gostei muito de "Nadando de Volta pra Casa", parece ser ótimo.

    Beijocas
    http://www.estantedasfadas.com.br/

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  3. Pois é meninas, a Rocco realmente é uma das editoras que mais tem lançamentos no mês, se não for a que tem mais, mas tenho que concordar com a Carol, os preços as vezes são bem salgados. Sábado mesmo fui dar uma volta na Nobel e não consegui comprar nada de tão caro.

    Aguardem que se tudo der certo hoje tem a segunda parte dos lançamentos.

    Beijinhos.

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